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Pílulas da B55: CEO influencer, carrinho manco e agência que vira agente

Marca forte não é sinônimo de ficar parado no que deu certo. Às vezes, para continuar subindo, é preciso descer um degrau; em outras, colocar o dono diante das câmeras, equilibrar interesses que puxam para lados diferentes ou até abandonar o modelo de negócio que funcionou por décadas.

Valor Globo4 min de leitura
Pílulas da B55: CEO influencer, carrinho manco e agência que vira agente

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No segundo dia de B55 Conference, executivos e empresários por trás de marcas como Hope, Cimed, Boticário e Kopenhagen contaram ao Pipeline como tentam manter negócios longevos e relevantes — enquanto Nizan Guanaes já se prepara para deixar de ser “agência” e virar “agente”. ‘Por mim, o iFood nunca vai fazer IPO’, diz o CEO ‘O empresário perde muito tempo discutindo política’, diz André Street Descer um degrau para continuar subindo: Depois de mais de uma década investindo para virar uma marca premium e aumentar o valor agregado das roupas íntimas – estratégia que incluiu trazer a Gisele Bündchen como garota-propaganda –, a Hope ouviu um conselho da consultoria Bain Company, em 2023. A companhia teria que diversificar o portfólio e público-alvo para continuar crescendo. Lançou então uma linha de produtos mais acessíveis, competindo com nomes como Marisa. “Isso trouxe um público maior e permitiu que entrássemos em shoppings e ruas em que não estávamos”, disse Sandra Chayo, CEO da Hope. Hoje, são 350 lojas e 700 novos pontos mapeados pelo país para abertura até 2030. Assista trecho da entrevista: Sandra Chayo | B55 Conference A origem do showman: Quem acompanha a rotina de João Adibe Marques nas redes sociais, do pijama à malhação, da reunião às farmácias, nem imagina que o empresário tinha medo de exposição. Em 2008, ele foi sequestrado em São Paulo e passou 14 dias em cativeiro, experiência que o fez se manter discreto por um tempo. Anos depois, vendo a nova geração de empreendedores que dava a cara a tapa na internet e mídia, decidiu que era hora de se jogar na Cimed. A decisão inicialmente causou mal-estar na família, mas os frutos vieram e, hoje, a Cimed virou uma empresa impulsionada pelas vendas de mais de sete mil influenciadores: “É o modelo João Adibe”, define ele. A família toda virou influencer para as marcas. Marques, da Cimed: 14 dias de cativeiro fizeram rever a exposição pública Rogério Vieira/Valor Carrinho manco: Por anos CEO e hoje vice-presidente do conselho do Grupo Boticário, Artur Grynbaum atribui a construção de uma marca forte a um tripé formado por uma proposta de valor clara, conhecimento profundo do consumidor e escolha dos canais adequados de comunicação e venda. Para ele, o sucesso também depende de equilibrar a relação com acionistas, colaboradores, parceiros de negócio, consumidores e sociedade. “Quando você faz um relacionamento com um stakeholder e não trata o outro na mesma intensidade ou no mesmo padrão, você vai ficar com um carrinho meio manco. As rodinhas não vão estar todas alinhadas para você andar”, compara. No Boticário, Grynbaum destaca a relação construída desde a origem da rede de franquias, que ajudou a transformar as lojas em pontos de contato e confiança entre a marca e seus clientes. Assista a entrevista na íntegra: Artur Grynbaum | B55 Conference Os três pilares e o poder de adivinhação: Renata Vichi foi do chocolate à malhação. Depois de três décadas à frente do grupo Kopenhagen, ela lidera a expansão da academia de luxo Six Sport Life. Para a empresária, posicionamento claro, conexão emocional com o consumidor e consistência na execução são os trunfos para um negócio dar certo. A Kopenhagen, exemplifica, buscou ir além do produto: “sempre vendeu presente em forma de chocolate”. Conseguir äntecipar uma necessidade que o cliente muitas vezes nem sabe que tem” é a cereja do bolo. Assista abaixo:: Renata Vichi | B55 Conference O homem-agência vai virar agente: A vida toda o publicitário Nizan Guanaes ajudou a definir o destino das marcas. O segredo, diz o consultor, passa por encontrar uma característica que as torne únicas em sua categoria — algo que tenham ou façam de uma forma que os concorrentes não consigam reproduzir. “A inteligência artificial consegue escrever as mesmas linhas, mas o jornalista é quem sabe entender as entrelinhas”, compara. Ele aplica a mesma lógica à publicidade e à própria carreira, adaptando seu negócio às mudanças do mercado. “Eu já fui agência, agora eu vou ser agente”, disse, ao citar a NizAi, iniciativa que pretende levar o conhecimento acumulado por anos pelo publicitário a pequenas e médias empresas e agências. Nizan Guanaes participou hoje da B55 Conference Rogério Vieira/Valor

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Matéria publicada por Valor Globo. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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