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Como a família sobrevivente da Segunda Guerra definiu a trajetória de Artur Grynbaum

Artur Grynbaum foi um jovem inquieto. Pensou em cursar Direito e estudou um ano de Processamento de Dados antes de focar em Administração. Na infância, entre diversas atividades obrigatórias na escola, conseguia matar aula para jogar futebol.

Valor Econômico2 min de leitura
Como a família sobrevivente da Segunda Guerra definiu a trajetória de Artur Grynbaum

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Começou a trabalhar aos 9 anos, e rapidamente entendeu um segredo que aplicaria para a vida.

“Meu pai tinha uma loja infantil, e eu ficava na porta controlando o fluxo de entrada. Observava o comportamento dos clientes, para onde eles olhavam, o que chamava a atenção deles. Com 13 anos de idade entendi a importância da experiência do consumidor”, ele relembra, em conversa com Claudio Loureiro, sócio-fundador da Heads Propaganda, conselheiro e acionista do grupo Brivia.

O diálogo compõe o novo episódio da série Conversas Vulneráveis, uma realização da editora Globo, com distribuição de Valor Econômico e CBN. Já estão no ar os outros oito capítulos, protagonizados por Miguel Krigsner, Horacio Lafer Piva, Isay Weinfeld, Gero Fasano, Nizan Guanaes, Antonio Pipponzi, Alphonse Voigt e Marcello Serpa. Assim como os demais entrevistados, Artur, que tem 57 anos e é vice-presidente do Conselho do Grupo Boticário, se dispôs a refletir sobre a vida profissional, mas também sobre motivações e fragilidades pessoais.

Lembrou-se, por exemplo, de uma postura aprendida na infância que até hoje ele carrega. “Nunca gostei de pedir nada, desde pequeno. Isso me fez andar bem na vida, com autossuficiência. Por outro lado, essa atitude deixou marcas sobre quem eu sou e como me relaciono com as pessoas”.

Ele não gosta de pedir, mas aceita de bom grado atender a solicitações, também por influência da família – os avôs paternos, poloneses de origem judaica, tiveram que fugir da perseguição do nazismo e, por três anos, atuaram como partisans, como eram conhecidos os rebeldes escondidos nas florestas. “Foi uma das poucas famílias que conseguiram sobreviver inteiras. Essa prática do cuidado foi transmitida para as gerações seguintes”.

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Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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