Petróleo recua com plano de liberação de reservas pelo G7
Os contratos futuros do petróleo encerraram esta sexta-feira (2) em queda, enquanto o mercado avalia os planos para a liberação de reservas estratégicas dos países do G7, no intuito de conter a disparada dos preços do combustível nas bombas.

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O grupo vai liberar até 100 milhões de barris de petróleo bruto e de diesel, segundo o presidente da França, Emmanuel Macron.
Assim, o petróleo Brent com entrega para dezembro encerrou praticamente estável, com ligeira queda de 0,06%, a US$ 102,25 o barril, na ICE. O WTI com vencimento para o novembro cedeu 1,90%, cotado a US$ 91,11 o barril, na Nymex.
A medida acontece dias após os Estados Unidos terem anunciado a liberação de mais de 40 milhões de barris de sua reserva estratégica. Segundo reportagem da Reuters, o governo de Donald Trump vinha pressionando a União Europeia a liberar estoques para ajudar a evitar uma possível suspensão das exportações americanas de diesel.
O aumento das exportações de petróleo pela Arábia Saudita e a melhora no tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz também contribuíram para o alívio dos preços. O Goldman Sachs estimou que as exportações de petróleo do Golfo Pérsico, incluindo as chamadas “exportações ocultas”, retornaram à média de 2025.
Apesar do alívio nos preços do petróleo nesta semana, o cenário no mercado de energia permanece fragmentado e uma nova escalada militar permanece como um risco importante, segundo Ole Hansen, do Saxo Bank. “A oferta de petróleo bruto do Oriente Médio continua a melhorar, aliviando parte da escassez gerada por interrupções nas imediações do Estreito de Ormuz. No entanto, esse petróleo é transportado a custos elevados de frete e seguro, ao passo que as exportações iranianas permanecem severamente restritas”, disse o estrategista-chefe de commodities.
Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.
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