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Nunes Marques atende pedido de Flávio Bolsonaro e suspende canal 'Exército do Lula'

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, aceitou o pedido feito pela campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e determinou ao Whatsapp a suspensão do canal “Exército do Lula” até a conclusão do segundo turno.

Valor Econômico3 min de leitura
Nunes Marques atende pedido de Flávio Bolsonaro e suspende canal 'Exército do Lula'

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O canal havia sido criado pelo deputado federal André Janones (PT) como auxílio à estratégia digital do canditato à reeleição Lula (PT).

Na mesma decisão, Nunes Marques postergou a apreciação do pedido de suspensão da conta de André Janones para aguardar análise de mais informações, sem prejuízo de reanálise imediata caso “sejam utilizados artifícios tecnológicos para burlar o cumprimento desta decisão”, como a criação ou a utilização de canal reserva, a migração dos seguidores para canal diverso ou a administração do mesmo conteúdo por meio de conta interposta.

O ministro ainda determinou que a rede social apresente relatório de todas as mensagens postadas no canal “Exército do Lula”, incluídas as posteriormente excluídas, desde a criação do canal, indicando, para cada uma, o identificador, o conteúdo (texto, mídia ou link), o horário de postagem e o horário de exclusão. Também deve ser informado se exclusão foi realizada pelo administrador ou pelo provedor e se a Meta realizou alguma moderação sobre esse conteúdo ou sobre o canal.

O pedido de Flávio aponta que o canal de Janones, que contava com cerca de 55 mil seguidores na manhã de 5 de outubro de 2026, alcançou 2.090.796 seguidores em 7 de outubro e 2.967.820 na tarde de 9 de outubro, e as mensagens publicadas somavam, até 7 de outubro, 3.582.366 encaminhamentos.

Ainda segundo o pedido, o que o canal manda repetir são, em grande medida, afirmações que o TSE já reconheceu como inverídicas em processos movidos contra Janones.

Na decisão, Nunes Marques afirma que a mobilização digital é lícita mas que não é permitido que “a estrutura de mobilização seja empregada para fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato”.

De acordo com a campanha de Lula, “causa estranheza e revolta” a decisão do ministro Nunes Marques. A campanha está analisando os recursos jurídicos cabíveis.

Em ato na avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, Lula criticou contestou a decisão. "Não é possível que o presidente da Justiça eleitoral não tenha comportamento civilizado, republicano", disse o presidente. "Nossos advogados vão ter que entrar com explicação ao presidente da Corte eleitoral."

A Meta informou que não vai comentar a decisão do ministro Nunes Marques.

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Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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