Produtos naturais chegam ao mercado pet
Fábio Aydar: “Passamos a trabalhar com marcas de diferentes regiões”

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Divulgação
O fenômeno da “humanização” dos animais de estimação, que cada vez mais deixam de ocupar espaço secundário na casa e passam a ser considerados membros da família, influencia o comportamento de consumo no mercado pet. Mais criteriosos e menos impulsivos na hora da compra, os tutores preferem produtos naturais, recicláveis e com pegada sustentável, exigindo do setor a adequação do portfólio para suprir a demanda.
Redes de pet shop relatam a crescente preocupação dos tutores sobre a procedência e composição dos produtos. Na categoria alimentação (pet food), por exemplo, tendem a priorizar as rações a base de ingredientes nobres, sem conservantes sintéticos e grãos transgênicos. “Por causa da forte demanda por alimentação natural, passamos a trabalhar com marcas de diferentes regiões do Brasil e até importadas dos EUA, Europa e Ásia”, diz Fábio Aydar, fundador da franquia pet Clube04, de São José do Rio Preto (SP), que administra 30 unidades com a esposa Ana Paula Miwa Shinzaki.
Os tutores estão mais exigentes também em relação a artigos de higiene, suplementos e acessórios. Victorio Severi, diretor da rede pet shop Agropecuária Mané, que possui sete unidades em Piracicaba (SP), observa a paulatina substituição de brinquedos (mordedores) de plásticos pelos de madeira natural. Tapetes higiênicos biodegradáveis para o cão fazer xixi são uma opção aos de plástico. “No caso de felinos, a areia à base de sílica está dando lugar a materiais de fontes vegetais e renováveis, como milho, mandioca e farinha de cereais”, diz.
O apelo à sustentabilidade desafia a indústria a redesenhar a arquitetura dos materiais utilizados na embalagem. Além de resistência mecânica, excelência na capacidade de selagem e barreira a gordura e umidade, o foco tem sido eliminar componentes de difícil reciclagem sem comprometer a conservação do produto.
Esse cenário mudou a dinâmica do relacionamento comercial do setor. Fornecedora de insumos (resinas de polietileno) para confecção de embalagem, a Dow tem sido procurada por clientes e donos de marcas de pet foods para o desenvolvimento conjunto e testes de formulações customizadas que atendam os requisitos de sustentabilidade, circularidade e desempenho do mercado pet, revela Juan Beltramo, gerente sênior de marketing para embalagens e plásticos especiais da empresa para América Latina.
O resultado desse esforço conjunto foi o desenvolvimento de soluções monomateriais em polietileno para todas as camadas (externa, intermediária de barreira e interna de selagem) da embalagem - em substituição às que combinam diferentes materiais colados entre si, predominantes no pet food - que apresentam o mesmo desempenho, mas são facilmente reciclados. “Essa tecnologia colabora para manter o alimento dos pets crocante, nutritivo e livre de rancidez”, ressalta Beltramo.
Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.
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