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Economia

PMI industrial da França recua para 50,6 em setembro, mas setor segue em expansão

A indústria da França manteve trajetória de crescimento em setembro, embora em ritmo mais moderado. O PMI industrial da S&P Global recuou de 51,1 em agosto para 50,6 em setembro, permanecendo acima da marca de 50 pontos que separa expansão de contração pelo segundo mês consecutivo.

Valor Econômico2 min de leitura

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O resultado indica que a atividade manufatureira continuou avançando, mas perdeu fôlego diante da demanda enfraquecida e da aceleração das pressões inflacionárias.

A produção das fábricas voltou a crescer pelo segundo mês seguido, algo que não ocorria desde o início de 2026, mas o avanço foi apenas marginal. Ao mesmo tempo, os novos pedidos registraram queda pelo quinto mês consecutivo, refletindo a cautela dos clientes. Apesar disso, a retração foi a menos intensa do atual ciclo de enfraquecimento. As encomendas externas também continuaram em declínio, marcando o nono mês seguido de queda, embora em ritmo mais brando.

As empresas buscaram reduzir estoques de insumos e produtos acabados para preservar o fluxo de caixa e alinhar os níveis de inventário ao volume de pedidos. Esse movimento levou a um novo corte nas compras de matérias-primas, mantendo a tendência observada desde maio. Em contrapartida, não houve sinais relevantes de pressão sobre a capacidade produtiva, com leve redução na carteira de pedidos em atraso.

O mercado de trabalho industrial voltou a apresentar leve retração após um breve período de criação líquida de vagas, influenciado por pedidos de demissão e pela não renovação de contratos temporários. Os fabricantes também enfrentaram atrasos mais prolongados na entrega de insumos, atribuídos à escassez de materiais e aos impactos do conflito no Oriente Médio sobre as cadeias de suprimento.

As pressões inflacionárias ganharam força em setembro, com aceleração tanto dos custos de insumos quanto dos preços cobrados pelas empresas. Segundo o economista-chefe da pesquisa, Joe Hayes, a indústria francesa mostrou resiliência em um ambiente marcado pela alta da inflação, pela crise energética e pelo aperto das condições financeiras. No entanto, a persistente queda dos pedidos, a redução dos estoques e as expectativas fracas para os próximos 12 meses levantam dúvidas sobre a sustentabilidade da expansão recente. A confiança empresarial permaneceu frágil, prejudicada pelas preocupações com inflação, juros elevados, concorrência internacional e as incertezas relacionadas ao próximo ciclo eleitoral.

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Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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