Campanha de Lula acusa tentativa de interferência internacional na eleição e critica fechamento de embaixadas
Coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente nacional do PT, Edinho Silva acusou tentativas de interferência de outros países na disputa presidencial brasileira e criticou a suspensão temporária dos serviços consulares na embaixada e nos consulados dos Estados Unidos e…

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Coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente nacional do PT, Edinho Silva acusou tentativas de interferência de outros países na disputa presidencial brasileira e criticou a suspensão temporária dos serviços consulares na embaixada e nos consulados dos Estados Unidos e Austrália no Brasil. Para Edinho, a ação do presidente americano Donald Trump é uma tentativa de “disputar” a opinião pública brasileira.
“Nós fizemos várias denúncias de suspeita de interferência internacional. Várias denúncias, tem vários inquéritos abertos apurando. Agora a gravidade dessa interferência quem vai dizer é a Polícia Federal, é o Ministério Público”, afirmou Edinho, em conversa com jornalistas nesta sexta-feira, em São Paulo. “Se é uma interferência gravíssima, isso tem que ser remetido a organismos internacionais. O que não dá é para você ficar passivo.”
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Edinho classificou o presidente Donald Trump como o “maior líder fascista do século XXI” e disse que a decisão do governo americano de suspender o atendimento em consulados e embaixadas no Brasil a partir de hoje por questões de segurança não tem sentido. “Isso é inédito, não tem o menor sentido”, disse, afirmando em seguida que é “uma das formas que o Trump tem para fazer a disputa da opinião pública brasileira”. “Infelizmente é isso.”
Questionado se a campanha de Lula pretende questionar o resultado eleitoral se ficar provado que houve interferência internacional para beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Edinho disse que a legislação brasileira prevê punição a esse tipo de influência externa.
“Se ficar caracterizado que teve uma interferência na disputa eleitoral brasileira, a legislação brasileira é clara para punir isso. Ela pune, não pode ter interferência internacional na disputa dentro do Brasil”, afirmou. “O Brasil é um país soberano, é um país onde quem define os rumos é o nosso povo. Temos eleições para isso, temos instituições para isso”, disse Edinho.
“Não somos nós que vamos contestar. É o Ministério Público. Nós pedimos para que os crimes, os indícios de crime fossem apurados”, afirmou o dirigente petista, ao ser questionado novamente se a campanha de Lula ou o PT poderão questionar o resultado eleitoral, em caso de influência externa. “Se tem dinheiro de outros países entrando no Brasil, se tem estrutura de outros países entrando na eleição no Brasil, se tem empresas estrangeiras interferindo na eleição no Brasil, nós pedimos para que tudo isso fosse apurado”, disse. “Se for configurado esse crime, quem vai pedir as consequências dessa apuração é o próprio Ministério Público", reiterou.
Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.
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