Campanha de Lula não autorizou drones de entidades para calcular estimativa de público na Paulista
O Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e a More in Common Brasil afirmaram que não divulgaram estimativa de público do ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (11) na avenida Paulista, em São Paulo, porque não receberam autorização da campanha petista para…

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O Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e a More in Common Brasil afirmaram que não divulgaram estimativa de público do ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (11) na avenida Paulista, em São Paulo, porque não receberam autorização da campanha petista para sobrevoar o local com drone. Sem a devida autorização, dizem, há risco de o equipamento ser abatido.
"Respeitamos a necessidade de protocolos de segurança para o presidente da República. Mas imagens aéreas do ato deste domingo foram produzidas e amplamente divulgadas por perfis alinhados à campanha, além de veículos de imprensa. Se há sobrevoos permitidos para produzir imagens de divulgação, a recusa a uma equipe de pesquisa independente, com histórico de trabalho, deixa de ser uma questão técnica e passa a ser uma escolha", afirmam em nota.
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As entidades dizem que a campanha petista já havia recusado seus pedidos para acompanhar o lançamento da candidatura, em 16 de agosto, e também para o ato de 3 de outubro em São Paulo. Em 2022, no entanto, receberam autorização para sobrevoo em um comício no Vale do Anhangabaú e a estimativa foi publicada normalmente.
"Aplicamos o mesmo método a manifestações de todo o espectro político", disseram as entidades. "Nossa contagem é feita com um método rigoroso, transparente e replicável — sempre disponibilizamos as imagens para recontagens independentes."
Na nota divulgada à imprensa, as entidades afirmaram que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) mantém um protocolo contra drones não autorizados e que mais de 135 mil equipamentos foram neutralizados entre 2023 e 2026, a grande maioria pelos sistemas instalados no Palácio do Planalto e nas residências oficiais. O equipamento assume o controle do drone por interferência de radiofrequência, e equipes que voam sem autorização correm o risco de ter o aparelho recolhido e o credenciamento cancelado.
"Por isso nunca sobrevoamos atos do presidente sem autorização: nossa contagem depende inteiramente da liberação da campanha e da equipe de segurança", concluíram a nota.
Apoiadores de Lula ocuparam entre sete e oito quarteirões da avenida Paulista neste domingo. A estimativa da campanha petista é que um milhão de pessoas estiveram presentes. Não há ainda, no entanto, dados de órgãos oficiais.
O Valor procurou a campanha de Lula, mas ainda não obteve retorno.
Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.
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