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Em ato evangélico, Flávio Bolsonaro diz que Brasil vive ‘guerra espiritual’

O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse, neste sábado (10), que não é fácil sair de casa para enfrentar "inimigos mentirosos que usam a arma do diabo, que é a mentira, para enganar muita gente". Segundo ele, o Brasil está vivendo uma "guerra espiritual".

Valor Econômico4 min de leitura
Em ato evangélico, Flávio Bolsonaro diz que Brasil vive ‘guerra espiritual’

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Flávio afirmou que está apegado ao "projeto de Deus para nossa nação", e que a "vontade Dele prevalecerá. O candidato participou do centenário das Assembleias de Deus do Ministério Madureira, evento da igreja evangélica neopentecostal que reuniu milhares de pessoas, no estádio do Maracanãzinho, na zona norte do Rio.

Foi o último evento da agenda do candidato no Rio. Antes, ele participou de uma motociata e carreata pelas ruas de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, berço político do governador eleito, Douglas Ruas. Depois, esteve em um evento denominado "Mulheres com Bolsonaro". Em nenhum deles, Flávio falou com a imprensa.

No evento com os evangélicos, o candidato estava acompanhado do deputado federal reeleito pelo PL do Rio Sóstenes Cavalcanti, do governador reeleito do Rio, Douglas Ruas, e do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia. O público o aplaudiu de pé e gritava "é 22!" – número do partido.

Ele mencionou a retotalização dos votos para o governo do Rio após desistência do candidato Anthony Garotinho (Republicanos) de recurso pela impugnação de sua candidatura. "É um dia tão importante, a homenagem aos 100 anos da Assembleia de Deus de Madureira no dia em que Douglas Ruas é declarado governador", disse Flávio, que cantou a música "Hino da Vitória", acompanhado do coro da igreja.

O candidato do PL recebeu apoio dos líderes da Assembleia de Deus Ministério Madureira. O momento mais expressivo do apoio veio de Samuel Ferreira, presidente executivo da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, que, antes de chamar Flávio para falar, disse que os evangélicos têm saudade de Jair Bolsonaro, pai do candidato.

"A gente tem saudade daquele homem. Queria estar do lado dele no momento mais difícil." Disse ainda respeitar a lei, apesar de eventualmente discordar de algumas delas. E emendou, questionando a prisão do ex-presidente, hoje domiciliar: "Que país é esse?"

Dias atrás, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, sinalizou a intenção se conceder a liberdade a Jair Bolsonaro, possivelmente depois do segundo turno.

"Irmão vota em irmão"

Ferreira pediu ao público para repetir pelo menos dez vezes a frase "irmão vota em irmão". E em seguida negou pedir votos a Flávio.

"Se a mídia aqui presente disser que eu estou pedindo voto, estão equivocados. Se eu pudesse, pediria voto para Flávio Bolsonaro, porque ele é honesto. Mas não pode pedir voto." Nesse momento, houve gritos de "mito", como era chamado Jair Bolsonaro por seus apoiadores, e muitos aplausos.

O líder da Assembleia de Deus também fez uma oração para Douglas Ruas. Também disse que os evangélicos respeitam os católicos, mencionando que é a religião de Jair Bolsonaro, e pediu aplausos aos católicos e a todas as religiões. Ferreira também elogiou Silas Malafaia, que estava ao lado de Flávio no palco, e convidado a falar, fez um discurso de pregação, sem menções políticas.

O evento começou por volta das 14h e a presença do candidato estava prevista para as 15h. Inicialmente, a imprensa não estava liberada para cobrir o evento e esperou em frente ao portão 8 do Maracanãzinho, na zona norte do Rio, a chegada de Flávio.

Ele chegou às 15h30, acompanhado de Douglas Ruas. Por volta das 16h, os jornalistas foram avisados de que a entrada seria liberada e que eles deveriam se deslocar para o portão 6, onde receberam pulseiras de identificação. Flávio e Ruas saíram sem falar com a imprensa.

Ao fim do evento, Flávio, Ruas e Malafaia receberam uma Bíblia comemorativa do centenário e um livro que conta a história da igreja.

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Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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