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Dino defende decisões do STF e do TSE sobre debate da TV Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino defendeu nesta sexta-feira (2) as decisões dos ministros da Corte Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes e da ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha sobre as regras do debate que estava previsto para ontem na TV Globo.

Valor Econômico2 min de leitura
Dino defende decisões do STF e do TSE sobre debate da TV Globo

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Após as decisões, o programa foi cancelado pela emissora, que disse que as mudanças representam uma “interferência indevida” e causaram “insegurança jurídica”.

Em publicação em seu perfil no Instagram, Dino disse que as decisões são legítimas e um exemplo do que “já ocorreu dezenas de outras vezes no Brasil”, citando ordens que foram dadas nas eleições presidenciais brasileiras de 1989 e nas eleições norte-americanas de 2000.

“Digo isso para defender a legitimidade dos DOIS MAGISTRADOS (ministros Kassio e Gilmar) e DA MAGISTRADA (ministra Estela) que tomaram decisões judiciais sobre regras de debates, a exemplo do que já ocorreu dezenas de outras vezes no Brasil. São três decisões legítimas, sendo igualmente legítimas as discordâncias quanto aos seus conteúdos”, escreveu o ministro.

Dino ainda questionou o motivo de Aranha, a única mulher entre os juízes questionados, ter sido a mais atacada. “Lembrando: o ministro Kassio determinou à Globo a participação do candidato Zema; o ministro Gilmar garantiu a presença do candidato Renan Santos; a ministra Estela tratou sobre a existência ou não de uma cadeira vazia no cenário. Vale refletir”, disse.

Bush vs. Gore

Para defender as decisões, Dino ainda recorreu à eleição de 2000 nos Estados Unidos quando, segundo o ministro, as “batalhas judiciais duraram um mês e só foram encerradas com uma decisão de cinco a quatro na Suprema Corte, no caso Bush vs. Gore”. O caso se refere a uma decisão histórica da Suprema corte dos EUA que decidiu interromper uma recontagem de votos na Flórida no pleito daquele ano, iniciada a partir de uma diferença pequena de votos entre os candidatos.

Segundo Dino, a decisão não provocou uma crise institucional, nem o fim da Suprema Corte do país ou o impeachment de seus juízes.

Outro exemplo citado foi o da eleição de 1989 que, de acordo com o magistrado, “teve seu desfecho fortemente influenciado por uma decisão judicial sobre a candidatura de Silvio Santos, faltando menos de uma semana para a votação”. Na ocasião, o TSE extinguiu o registro da candidatura do apresentador por irregularidades na filiação às vésperas do pleito.

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Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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