Quartzo, ágata e até 'meteorito misto': museu do interior de SP exibe coleção mineral de professor
Museu expõe pedras preciosas colecionadas por professor em Adamantina (SP)

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Minérios e preciosidades que muitas vezes passam despercebidos pelo olhar cotidiano ganham destaque e novo significado no Museu Municipal de Adamantina (SP). A cidade recebe, até o dia 31 de outubro, uma exposição gratuita reunindo cerca de 40 tipos de pedras preciosas, minerais e fósseis coletados na região e ao redor do mundo.
A maior parte do acervo pertence à coleção particular do professor de Física aposentado Paulo Fiorato, construída ao longo de décadas de pesquisa. Ele é o responsável por guiar as atividades, visitas monitoradas e palestras explicativas para o público no museu.
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Museu expõe pedras preciosas colecionadas por professor em Adamantina (SP)
Paulo Fiorato/Arquivo pessoal
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Durante o período de isolamento da Covid-19, o professor intensificou a busca por minérios e fósseis em expedições na região de Lucélia (SP). A partir das primeiras descobertas locais, o acervo cresceu por meio de doações de moradores e aquisições de peças raras.
“Algumas eu encontrei, outras ganhei de amigos e parentes e outras comprei em lojas especializadas ou na internet”, descreve.
Entre os materiais encontrados pelo professor nas expedições estão jaspes vermelhos, jaspes madeira, jaspes marrons, quartzo amarelo, ônix e ágatas. A partir da coleção, Paulo Fiorato teve a ideia de apresentar as peças ao público por meio de uma exposição no museu.
Pedras preciosas
Conforme a prefeitura, entre os destaques da mostra estão exemplares de ágata de Madagascar, bastão de selenita, citrino, turmalina negra e pedra-ferro.
A experiência proporciona aos visitantes a oportunidade de conhecer diferentes tipos de minerais, suas características e a diversidade geológica encontrada no Brasil e em outras regiões do mundo.
O professor de Física descreve que, na mostra, os minérios foram divididos em cinco grandes grupos: quartzos; ágatas; magmáticas; outras 1 e outras 2.
“Num desses grupos denominados ‘outras’ temos um meteorito misto que encontrei em minhas buscas a campo e que doei para o museu no início do ano”, afirma Paulo Fiorato.
Além do meteorito doado pelo professor, a exposição contempla dois indicadores de ouro e diamantes que um morador de Adamantina doou ao museu, conforme Fiorato.
Museu expõe pedras preciosas colecionadas por professor em Adamantina (SP)
Paulo Fiorato/Arquivo pessoal
Segundo a prefeitura, pesquisadores descrevem algumas das principais pedras preciosas brasileiras:
Turmalina Paraíba: conhecida por sua coloração azul-neon ou esverdeada, característica associada à presença de cobre, é uma das gemas mais valorizadas do mundo.
Topázio Imperial: encontrado principalmente na região de Ouro Preto (MG), apresenta colorações que variam do amarelo e laranja ao rosa e vermelho-cereja.
Água-marinha: variedade azul do berilo, encontrada principalmente em Minas Gerais e na Bahia, com o Brasil tendo importante participação na produção mundial.
Ametista: variedade violeta do quartzo, abundante especialmente na Região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul.
Esmeralda: conhecida pela intensa coloração verde e encontrada em estados como Minas Gerais, Bahia e Goiás.
Diamante: possui importante histórico de ocorrência no Brasil, especialmente em regiões de Minas Gerais.
“A ideia da exposição surgiu como vontade de divulgar e incentivar o conhecimento dessa área para a população em geral, em como é maravilhosa a natureza, como ela é perfeita. Eu, particularmente, sinto a presença de Deus em cada peça”, completa o professor.
Oficinas gratuitas
Aberta ao público, a exposição poderá ser visitada no Museu Histórico Municipal “Setsu Onishi”, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 11h30, até 31 de outubro.
Além disso, os visitantes poderão participar de oficinas realizadas em três dias, como forma de ter uma experiência ainda mais próxima do universo dos minerais e das pedras, nos dias:
Oficina 1: 20 de outubro, terça-feira, às 9h;
Oficina 2: 23 de outubro, sexta-feira, às 14h;
Oficina 3: 31 de outubro, sábado, às 10h.
O Museu Histórico Municipal “Setsu Onishi” fica na Alameda Ihity Endo, 70, Vila Endo, próximo ao Parque dos Pioneiros, em Adamantina.
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