'Não faremos ajuste nos programas sociais, mas nas regalias em Brasília', diz Daniella Marques
A ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou neste sábado que um eventual governo do candidato não promoverá cortes em programas sociais, mas reduzirá gastos que classificou como "regalias em Brasília".

Trecho
A declaração foi feita durante um encontro com mulheres apoiadoras da candidatura, no Rio de Janeiro.
Leia também:
Lula aposta em atos de rua, e Flávio amplia alianças na disputa pelo segundo turno
Mobilização online pró-Lula liga alerta na campanha de Flávio Bolsonaro, que contra-ataca
Ajuste fica mais distante com declarações de senador
"Não faremos ajuste nos programas sociais, mas nas regalias em Brasília", disse Daniella. Segundo ela, os cortes atingiriam "assessores, estruturas, uso de carros e voos", e não aposentados, trabalhadores ou beneficiários do Bolsa Família.
Ela também acusou adversários de disseminarem "fake news" ao afirmar que haveria redução de direitos sociais.
O evento reuniu lideranças femininas ligadas à campanha, entre elas a vice-prefeita do Rio, Fernanda Louback, e Mariana Ruas, esposa do candidato ao governo do Estado, Douglas Ruas (PL). Daniella abriu o discurso defendendo uma agenda voltada à autonomia financeira das mulheres, combate à violência e crescimento econômico.
Ao longo da fala, ela afirmou que o governo Lula promoveu uma expansão da dívida pública e da carga tributária, atribuindo a esse cenário o aumento do endividamento de famílias e empresas.
Também defendeu que a economia deve ser conduzida por critérios técnicos e voltou a afirmar que pretende priorizar políticas de incentivo ao empreendedorismo e à geração de renda.
Daniella disse ainda que pretende ampliar programas de capacitação e acesso ao crédito para mulheres empreendedoras e defendeu uma política de segurança pública com endurecimento das penas para crimes contra mulheres e crianças.
Segundo ela, o plano "Brasil por Elas", apresentado pela campanha, está estruturado em três eixos: enfrentamento à violência, autonomia financeira feminina e reconhecimento da chamada economia do cuidado.
Luciana Whitaker/Valor
Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.
Leia também

NTN-Bs a 9% ou a 5,5%: os cenários da Kinea para o ajuste fiscal

Cem anos de Michel Foucault: Brasil é um dos países onde o pensamento do filósofo é mais debatido

Ebola se espalha 'como fogo' na África enquanto agentes de saúde lutam contra a exaustão

As histórias de bastidores dos 50 anos da Mostra Internacional de Cinema em SP
Newsletter
O mundo não cabe no seu feed. O resumo certo cabe na sua manhã.
Receba o Newra Daily no seu e-mail: o artigo do dia, escrito a partir das principais notícias, em uma leitura só.