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Bolsas da Ásia fecham sem rumo comum; Tóquio e Seul caem com temores sobre ações de IA

As bolsas da Ásia fecharam sem direção comum nesta terça-feira, com queda acentuada em Tóquio e Seul, diante de preocupações com a durabilidade da alta das ações de inteligência artificial (IA) e com o aumento da concorrência, enquanto um conflito crescente no Oriente Médio azedou o apetite por risco antes da…

Valor Econômico4 min de leitura
Bolsas da Ásia fecham sem rumo comum; Tóquio e Seul caem com temores sobre ações de IA

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As bolsas da Ásia fecharam sem direção comum nesta terça-feira, com queda acentuada em Tóquio e Seul, diante de preocupações com a durabilidade da alta das ações de inteligência artificial (IA) e com o aumento da concorrência, enquanto um conflito crescente no Oriente Médio azedou o apetite por risco antes da temporada de balanços dos Estados Unidos. As ações da China e de Hong Kong recuperaram as perdas iniciais na terça-feira, mas o índice blue-chip da China ainda fechou em sua mínima em mais de um ano.

O índice Nikkei 225, de Tóquio, fechou em queda de 1,82%, a 67.777,52 pontos e o índice Kospi, de Seul, caiu 5,46%, a 6.035,35 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,30%, a 24.345,22 pontos, mas o índice Hang Seng Tech permaneceu no vermelho, com baixa de 0,8%. Na China continental, o índice Xangai Composto teve alta de 0,10%, a 3.800,86 pontos, após cair até 1,4% na sessão da manhã, registrando a mínima em três meses.

Os investidores surfaram na onda da IA ​​nos últimos quatro anos, já que os gastos massivos impulsionaram os lucros corporativos e o crescimento econômico, embora as preocupações com os riscos de concentração e se o retorno desse investimento virá em tempo hábil tenham pesado.

O Kospi, com forte presença de empresas de tecnologia, despencou 6% durante o pregão, provocando uma paralisação de 5 minutos nas negociações automatizadas. Os futuros do Nasdaq chegaram a recuar 0,77%.

“Muito disso tem a ver com a venda massiva de ações de fabricantes de chips que vimos em Wall Street durante a noite. Isso está se espalhando para a região asiática”, disse Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com.

Durante a noite, as ações de fabricantes de chips dos Estados Unidos despencaram, à medida que relatos de rápido progresso tecnológico da rival chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT) aumentaram a perspectiva de empresas chinesas reduzirem a diferença tecnológica.

Rodda disse que a questão não era tanto o comércio de IA em geral, mas sim uma possível redução da diferença entre Estados Unidos e China, e a pressão sobre as margens e a lucratividade que poderia surgir se a competição no setor se intensificar. “Na verdade, não se trata do tamanho do bolo, mas de como ele é dividido”, disse.

Os preços da energia também voltam à pauta, enquanto os investidores avaliam os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e na Rússia e na Ucrânia, com os contratos futuros do petróleo Brent a US$ 105,9 por barril, perto da máxima de duas semanas.

“Os mercados estão redescobrindo que a geopolítica importa mais quando influencia a inflação”, disse Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo em Cingapura. “A nova alta do petróleo está mantendo a pressão sobre os rendimentos e diminuindo o brilho das ações de crescimento caras, especialmente porque a trégua energética entre Rússia e Ucrânia parece frágil e os riscos de abastecimento no Oriente Médio permanecem ativos.”

Além disso, a atenção dos investidores estará voltada para a série de balanços dos bancos americanos esta semana, para avaliar o impacto da recente alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro sobre as fusões e aquisições, o crescimento do crédito e os custos de financiamento em todo o setor.

Quatro dos seis maiores bancos americanos, J.P. Morgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo, divulgarão seus resultados ainda hoje.

Anthony Saglimbene, estrategista-chefe de mercado da Ameriprise Financial, afirmou que os investidores estarão atentos aos resultados dos bancos em busca de informações sobre se as famílias ainda estão pagando suas contas, tomando empréstimos e gastando em níveis saudáveis.

“A temporada de balanços do terceiro trimestre começa com as ações próximas de suas máximas históricas e pouca margem para decepções”, disse.

Por fim, investidores aguardam os dados de inflação dos Estados Unidos na quarta-feira, à medida que analisam os dados econômicos em busca de indicações sobre a trajetória da política monetária do Federal Reserve (Fed). Os investidores estão precificando uma probabilidade de 80,6% de o banco central dos Estados Unidos manter suas taxas de juros inalteradas ainda este mês, um aumento em relação aos 51% registrados um mês antes, segundo a ferramenta FedWatch da CME.

Eugene Hoshiko/AP

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Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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