PL tem os deputados mais bem votados
Lucas Pavanato e Nikolas Ferreiras são os recordistas destas eleições

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Divulgação
Os candidatos à Câmara dos Deputados mais bem votados nos 26 Estados e Distrito Federal do Brasil são de partidos de direita e centro e 15 deles concorriam à reeleição. Onze dos que mais receberam votos são do Partido Liberal (PL), do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, que enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Até as 23h30 de ontem, quando 99,99% das urnas estavam apuradas, Flávio tinha 47,03% dos votos e Lula, 45,16%.
O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro teve dois candidatos que quebraram recorde de votação para o cargo na história do país. Foram eles o vereador Lucas Pavanato (PL), em São Paulo, com 3.038.048 votos, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), em Minas Gerais, com 3.119.051 votos, que buscava a reeleição.
O recorde anterior era do deputado Eduardo Bolsonaro, o filho 03 de Jair Bolsonaro, que foi eleito em São Paulo em 2018 com aval de 1,8 milhão de eleitores. Lucas Pavanato disputou o cargo de deputado federal pela primeira vez, mas já havia sido o vereador mais votado do Brasil quando concorreu em 2024. Ele teve quase o dobro de votos que a deputada Erika Hilton (PSOL), segunda mais votada por São Paulo. Ela se tornou ainda a deputada mais votada da história do Brasil, com 1,5 milhão de votos.
Nikolas Ferreira também estava entre os deputados mais bem votados em 2022, quando eleito com cerca de 1,4 milhão de votos. Neste ano ficou mais de 2 milhões de votos à frente da segunda mais votada em Minas, a deputada Ana Elisa (PT), que teve cerca de 524 mil votos e, aos 21 anos, é a deputada mais jovem eleita no Estado.
Depois do PL, os parlamentares mais bem votados em cada unidade federativa são do União Brasil e Progressistas, com quatro candidatos cada. PT teve apenas dois dos mais bem votados nos Estados, com Camila Jara (PT), no Mato Grosso do Sul, e Natália Bonavides (PT), no Rio Grande do Norte. Completam o ranking Avante, Republicanos, PSD, PSB e Novo, que tiveram um candidato mais bem votado.
Até o fim da noite, a apuração só não havia fechado em sete Estados, pois ainda era necessário calcular o quociente eleitoral. O PL foi o partido que mais elegeu parlamentares na Câmara e tinha garantido 68 cadeiras, enquanto o PT elegeu metade disso, o equivalente a 34. Seguem a lista de partidos que mais elegeram deputados o PP (31), União (30), Republicanos (26), PSD (24), Podemos (18), MDB (15), PSB (10), Novo (8), PCdoB (7), PSOL (7), PSDB (6), PV (5), PDT (4), PRD (2), SD (2) e Avante (1).
Além de São Paulo e Minas Gerais, o PL tem os candidatos mais bem votados no Espírito Santo, com Lucas Polese, e no Mato Grosso com Coronel Fernando (PL). O partido também teve candidatos mais bem votados em dois Estados da região Sul - no Rio Grande do Sul, com Maurício Marcon (PL), e em Santa Catarina com Julia Zanatta (PL) - e em três Estados do Norte do país: no Amazonas, com Sargento Salazar (PL), no Pará, com Delegado Caveira (PL) e em Rondônia, com Lucio Mosquini (PL). No Nordeste, teve os mais bem colocados com André Fernandes, no Ceará, e na Paraíba (PL), com Cabo Gilberto Silva (PL).
No Rio de Janeiro, o mais bem votado foi Dr. Luizinho (PP), e na Bahia foi o pastor Sargento Isidório (Avante), que exercerá o terceiro mandato na Casa. O Psol teve o deputado mais bem votado Distrito Federal, Fábio Felix, que se elegeu. O Novo teve um deputado mais bem votado no Paraná, com Jeffrey Chiquini.
O PL repetiu as últimas eleições e voltou a eleger a maior bancada na Câmara - em 2022, ocupou 98 cadeiras. Naquele ano, o PT elegeu 69 parlamentares. Em seguida, os partidos que mais elegeram foram o União (57), PP (47) e PSD (42).
Dos 513 deputados, 438 disputaram a reeleição, de acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). A projeção da entidade é que cerca de 70% deles devem obter um novo mandato. A renovação deve ficar entre 39% e 43%, abaixo da média de 46%, registrada entre 1990 e 2022.
Segundo o Diap, candidatos à reeleição são beneficiados pela capacidade de direcionar emendas - o Orçamento de 2026 prevê R$ 61 bilhões para essa finalidade - e pela estrutura do mandato, com gabinete parlamentar e maior exposição pública.
Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.
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