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PF indicia fundador da Reag por suspeita de lavagem de dinheiro de Beto Louco

O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro e de participação em organização criminosa em inquérito sobre irregularidades tributárias no setor de combustíveis relacionadas a Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco.

Valor Econômico2 min de leitura
PF indicia fundador da Reag por suspeita de lavagem de dinheiro de Beto Louco

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A apuração é relativa à Operação Quasar, da PF de São Paulo, que tem relação com os fatos apurados na Carbono Oculto. Beto Louco, que é considerado foragido desde o ano passado, não era alvo de investigação nesse inquérito.

Procurado, o advogado de Mansur, Aloisio Medeiros, informou que a defesa não iria se pronunciar. Além do ex-dono da Reag, outras 12 pessoas também foram indiciadas. Procurada por volta das 18h por WhatsApp, a defesa de Beto Louco disse que não comentaria o assunto.

A PF aponta, no relatório que levou ao indiciamento de Mansur, que ele contribuiu para inserir no sistema financeiro nacional dinheiro oriundo de sonegação fiscal relacionado ao grupo econômico ligado a Beto Louco.

Isso aconteceu por meio do uso de uma estrutura de contas e de fundos de investimento.

A Reag era uma das maiores gestoras independentes - ou seja, sem ligação com um único banco - do país.

Mansur deixou o cargo de presidente do Conselho de Administração da empresa em setembro de 2025 para tentar conter a crise após a deflagração da Carbono Oculto, que apurou a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em atividades da economia formal. A Reag era um dos principais alvos, acusada de ter hospedado recursos provenientes do crime em fundos sob sua gestão.

Em janeiro deste ano, o empresário foi alvo de buscas na segunda fase da operação Compliance Zero, que trata dos escândalos relacionados ao Banco Master. Ele não chegou a ser preso, nem está detido.

O empresário fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em que afirma que fundos de investimentos geridos pela empresa serviram para ocultar o pagamento de propinas de Daniel Vorcaro, do Banco Master, a autoridades públicas.

Na delação, ele também relata irregularidades relacionadas aos fatos apurados em São Paulo. O empresário ainda aguarda que a delação seja validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

João Carlos Mansur, CEO da Reag.

Foto: Silvia Zamboni/Valor

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Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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