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Piracicaba vota 'Lei Manuela' para exigir proteção em piscinas coletivas

Sessão na Câmara de Piracicaba

G13 min de leitura
Piracicaba vota 'Lei Manuela' para exigir proteção em piscinas coletivas

Trecho

Rubens Cardia

A Câmara Municipal de Piracicaba (SP) vota nesta quinta-feira (8) o Projeto de Lei nº 195/2026, conhecido como 'Lei Manuela'. A proposta prevê a instalação obrigatória de dispositivos de segurança em sugadores de piscinas de uso coletivo da cidade para evitar acidentes graves e afogamentos.

A proposta foi apresentada após a morte de Manuela Cotrin Carosio, de 9 anos. Em 23 de novembro de 2024, a menina teve os cabelos sugados pelo ralo de uma piscina durante uma viagem com a família a um resort em Campinas (SP).

Manuela se afogou, ficou internada, mas morreu em 4 de dezembro de 2024, dia em que completaria 10 anos. O caso reforçou o alerta sobre a necessidade de fiscalização e modernização desses equipamentos.

Uma proposta similar foi aprovada e sancionada em janeiro deste ano em Campinas.

Manuela Cotrin Carósio tinha 9 anos quando sofreu um acidente em uma piscina de um resort de luxo em Campinas

Arquivo pessoal

O que estabelece o projeto

De autoria do vereador Pedro Kawai (PSDB), o projeto valerá para piscinas coletivas, como de clubes esportivos, academias, condomínios, associações de moradores, hotéis, pousadas e estabelecimentos similares. Piscinas residenciais de uso exclusivamente particular ficam fora da regra, embora a adesão voluntária seja recomendada.

O texto determina a instalação de equipamentos para evitar o aprisionamento de banhistas. Entre as medidas previstas estão barreiras físicas, como tampas e grelhas antiaprisionamento, sistemas de alívio de pressão e sensores que desligam automaticamente o motor da piscina em caso de obstrução.

As empresas contratadas para construir, reformar ou fazer a manutenção dos equipamentos deverão entregar certificados que comprovem o cumprimento das normas de segurança.

Justificativa

Na justificativa, o vereador citou o caráter preventivo da lei ao relembrar a morte de Manoela. O vereador ainda afirmou que a proposta complementa a Lei Federal nº 14.327/2022, que já estabelece regras mínimas de segurança para o setor em todo o país.

Para virar lei

Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado em duas votações na Câmara Municipal e sancionado pela prefeitura. Após a sanção do Executivo, os estabelecimentos terão 120 dias para se adequar às novas regras. O texto também estabelece uma regulamentação pelo Executivo.

Penalidades

Quem descumprir a medida poderá sofrer punições como advertência por escrito, multa de 10 a 100 Unidades Fiscais do Município (UFMs), conforme a gravidade da infração, e até interdição da piscina ou do estabelecimento em caso de reincidência ou risco iminente.

Criança é internada após se afogar em piscina de hotel em Campinas

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Matéria publicada por G1. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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