Entenda a importância do sapo-cururu que foi atacado por cachorro e precisou de raio-x em MG
Sapo-cururu passa por raio-X e tratamento intensivo após ataque de cão em MG

Trecho
Quando o sapo-cururu Naveen chegou ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), após ser atacado por um cachorro, estava inchado e apresentava sinais de comprometimento neurológico. Durante o tratamento, ele também precisou passar por exames de raio-x.
Mas a história do anfíbio vai além da recuperação de um animal silvestre. O caso também chama a atenção para a importância de uma espécie que, apesar de muitas vezes provocar medo ou repulsa quando aparece em quintais e jardins, tem uma função importante na natureza.
Segundo o veterinário-chefe do Hospital Veterinário da UFU, Márcio Bandarra, o sapo-cururu é um predador natural de insetos. Ao se alimentar, ele ajuda a controlar populações de mosquitos, por exemplo, e contribui para o equilíbrio dos ecossistemas.
“Esses animais são fundamentais para preservar também a nossa saúde”, explicou Bandarra.
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Raio-x do Sapo-cururu
Reprodução/TV Integração
Um ‘caçador’ de insetos
Segundo Márcio Bandarra, a rotina do sapo-cururu é diferente da imagem de um animal parado em um canto do quintal. Durante a noite, ele sai em busca de alimento e pode consumir diferentes tipos de pequenos animais, principalmente insetos.
Esse comportamento contribui para o controle natural das populações de insetos.
Em ambientes urbanos, esses predadores podem ajudar a reduzir a quantidade de insetos próximos às residências. Entre eles estão mosquitos, pernilongos e outros animais que fazem parte da alimentação dos sapos.
A relação também pode ter impacto indireto na saúde humana. Alguns mosquitos transmitem doenças, como dengue e chikungunya. Por isso, a presença de predadores naturais, como o sapo-cururu, faz parte das relações que contribuem para o equilíbrio ambiental.
Sapo não precisa viver dentro da água
O próprio nome “sapo” pode criar uma imagem equivocada sobre onde esses animais vivem.
O sapo-cururu não passa a vida dentro da água. Ele vive em ambientes úmidos e depende da umidade para funções importantes do organismo.
Foi justamente a falta de umidade que contribuiu para os problemas apresentados por Naveen.
Depois de ser separado do cachorro que o atacou, Naveen passou a noite protegido e chegou ao Hospital Veterinário da UFU no dia seguinte. No local, os veterinários identificaram alterações no organismo e precisaram adaptar o ambiente para oferecer condições adequadas à espécie.
“Quando a gente adaptou o ambiente para ele, acertou a umidade e tudo mais, ele começou a apresentar melhora”, contou Bandarra.
Ambiente feito para Naveen
Reprodução/TV Integração
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E se aparecer um sapo no quintal?
Sapo passando por exames
Reprodução/TV Integração
Apesar de contribuir para o equilíbrio ambiental, o sapo-cururu também exige cuidados no contato com pessoas e animais domésticos.
A espécie possui glândulas na pele que produzem uma substância capaz de provocar irritação e intoxicação quando entra em contato com os olhos ou a boca. A liberação ocorre principalmente quando o animal é pressionado ou manipulado.
Por isso, os veterinários orientam a não pegar o sapo com as próprias mãos.
Se um sapo aparecer dentro de casa ou em um local onde possa ser atacado por cães ou gatos, o primeiro passo é afastar os animais domésticos. Em vez de tentar capturá-lo, a recomendação é procurar orientação especializada para fazer o manejo adequado.
Em caso de contato acidental, é importante lavar bem as mãos com água e sabão e evitar levá-las aos olhos ou à boca.
O futuro do sapo-cururu
No hospital, Naveen passou por exames e recebeu tratamento.
Na quarta-feira (30), ele passou por um novo raio-x e pelas últimas coletas de sangue. Segundo Bandarra, o animal apresentou melhora completa e a expectativa é de que seja devolvido à natureza em breve.
A ideia é que a soltura ocorra em uma área adequada, próxima a um rio ou lagoa.
O ideal é não tocar nos sapos
Reprodução/TV Integração
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Matéria publicada por G1. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.
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