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Na TV, Lula explora discurso do medo e Flávio promete manter benefícios e 'prosperidade'

O início da propaganda eleitoral gratuita na televisão nesta sexta-feira (9) foi marcada por uma disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por promessas de “mudança” e de “prosperidade”, apresentadas pelos dois candidatos à Presidência.

Valor Econômico4 min de leitura
Na TV, Lula explora discurso do medo e Flávio promete manter benefícios e 'prosperidade'

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Na TV, Flávio afirmou que vai “manter e melhorar” programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida e disse que fará um “tesouraço nos impostos”. Já a campanha de Lula explorou o discurso do medo e da violência, ao vincular o adversário ao aumento do número de armas em circulação no país e da insegurança.

Em comum, os dois candidatos à Presidência se mostraram como representantes da “mudança” e destacaram que, se eleitos, trarão “prosperidade” à população.

Flávio focou em promessas curtas e objetivas, como “fazer um tesouraço nos impostos” (“É menos dinheiro para o governo e mais para você”), distribuir voucher para as crianças poderem ir para creches (“as mães vão poder estudar, trabalhar e empreender”) e ampliar as câmeras de monitoramento no país, como ação de segurança.

O candidato rebateu as críticas de que pretende acabar com programas da atual gestão e disse que é “fake news”. Flávio prometeu manter o Farmácia Popular, disse que as prestações do Minha Casa, Minha Vida serão menores e afirmou que vai reajustar o Bolsa Família, se eleito. Além disso, prometeu criar o “Ministério da Prosperidade”, para incentivar o empreendedorismo no país.

A propaganda de Lula começou com críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, e mostrou os cortes feitos em programas sociais. “Não deixe esse pesadelo voltar. Com Flávio, você perde”.

Em busca de seu quarto mandato, Lula repetiu o discurso da mudança e disse que a “mudança tem que ser no rumo certo”. O presidente agradeceu os votos recebidos e disse que está em busca de quem não votou no primeiro turno. “Você quer prosperidade e eu estou com você”, afirmou, reiterando em seguida que é preciso “fazer as mudanças no rumo certo”.

Sem apresentar propostas para o futuro, Lula exibiu o apoio recebido de parlamentares jovens de esquerda eleitos com boas votações pelo país. “Mudar não é voltar ao passado. Mudar de verdade é andar para frente com a experiência de quem já fez”.

A parte final da propaganda foi marcada pelo discurso do medo, com a exibição de um pai limpando uma arma, em casa, ao lado de uma criança. A criança pega a arma e vai para a escola. Em seguida, a propaganda afirmou que no governo Jair Bolsonaro aumentou o número de armas nos lares brasileiros e disse que, com isso, “a família perde a paz”. Foi exibida também a imagem de uma criança com uma arma em mãos, em cima de um carro, gravada durante a comemoração do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, para reforçar a ideia de que com a eleição de Bolsonaro pode aumentar a violência no país.

A propaganda eleitoral voltou a ser exibida nesta sexta-feira. Serão dois blocos diários, com dez minutos cada (20 minutos por dia), das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10 no rádio, e das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40 na televisão, de segunda-feira a sábado, da propaganda presidencial.

Nas unidades federativas com segundo turno, a propaganda para os candidatos a governador também terá dois blocos diários, com dez minutos cada (20 minutos por dia), de segunda-feira a sábado. No rádio, serão veiculadas das 7h10 às 7h20 e das 12h10 às 12h20. Na televisão, é das 13h10 às 13h20 e das 20h40 às 20h50, apenas nas unidades federativas em que a disputa ainda não terminou.

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Matéria publicada por Valor Econômico. O Newra News coleta e organiza; o texto e a apuração são do veículo original.

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