PMI industrial da Alemanha recua para 53,9 em seetmbro, e segue forte apesar da inflação
A indústria da Alemanha manteve um ritmo robusto de expansão em setembro, embora com leve moderação. O PMI industrial da S&P Global recuou de 54,3 em agosto para 53,9 em setembro, permanecendo confortavelmente acima da marca de 50 pontos que separa crescimento de contração.
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O resultado sinaliza a continuidade da recuperação do setor manufatureiro, sustentada pelo avanço da produção e pelo fortalecimento da demanda, apesar do retorno das pressões inflacionárias ligadas aos preços de energia.
A produção industrial registrou novo aumento expressivo no mês, dando sequência ao avanço mais forte em mais de quatro anos observado em agosto. Os novos pedidos também cresceram pelo quarto mês consecutivo, impulsionados principalmente pelos fabricantes de bens de investimento.
A pesquisa apontou expansão das vendas tanto no mercado doméstico quanto no exterior, com as encomendas internacionais avançando graças à demanda mais forte de clientes na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos.
O cenário favorável levou as empresas a reforçarem o otimismo em relação aos próximos 12 meses. As expectativas de produção atingiram o nível mais elevado desde fevereiro e o segundo melhor resultado em mais de quatro anos e meio.
Entre os fatores citados pelas empresas estão a perspectiva de melhora das condições de mercado e o potencial impulso da crescente demanda relacionada à inteligência artificial.
A aceleração da atividade também começou a gerar maior pressão sobre a capacidade produtiva. Os pedidos em carteira aumentaram no ritmo mais forte desde abril de 2022, o que contribuiu para reduzir o ritmo de cortes de empregos. O número de trabalhadores ainda diminuiu, mas na menor intensidade dos últimos três anos. Paralelamente, as empresas ampliaram as compras de matérias-primas e insumos para atender às necessidades de produção, enquanto os estoques se aproximaram da estabilização após um longo período de redução.
Por outro lado, as pressões de custos voltaram a ganhar força. A inflação dos insumos acelerou para o maior nível desde junho, refletindo principalmente a alta dos preços de energia, além do encarecimento de componentes eletrônicos, transporte e matérias-primas. Muitas empresas continuaram repassando parte desses aumentos aos clientes, levando a inflação dos preços de fábrica ao maior patamar em três meses.
Os fabricantes também seguiram enfrentando atrasos nas cadeias de suprimentos, associados a gargalos logísticos e à escassez de componentes eletrônicos.
Segundo Phil Smith, da S&P Global Market Intelligence, os resultados reforçam a avaliação de que a economia alemã tem demonstrado resiliência diante da elevação dos custos de energia e dos juros de longo prazo, embora a persistência das pressões de custos ainda represente um desafio para uma expansão mais ampla do emprego.
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