Campanha de Lula se reúne com líderes partidários para reforçar comunicação regional no 2º turno
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu nesta terça-feira (13) presidentes e lideranças de partidos que o apoiam para traçar estratégias de crescimento no segundo turno, em um hotel em Brasília.

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A reunião, convocada pelo presidente petista e coordenador da campanha, Edinho Silva, serviu também para mostrar força dos apoios em torno do petista em contraponto às movimentações em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL). Como missão, os representantes das legendas tentarão capilarizar a comunicação de maneira regional.
"Foi uma reunião mais de organização da campanha. Foi mais para que a gente pudesse organizar as nossas ações para o segundo turno aumentando a diferença onde nós ganhamos e diminuindo a diferença que nós perdemos. Então, foi bem importante", disse Edinho a jornalistas, após o encontro.
O presidente do PT iniciou a agenda, mas deixou os presentes livres para tomar a palavra e dar suas impressões e sugestões para a campanha neste segundo turno. A leitura feita é que o movimento das redes sociais e das ruas nos últimos dias está "surtindo efeito", mas que ainda é preciso intensificar, especialmente a mobilização popular, até dia 25 de outubro.
Cada participante trouxe parte da experiência durante a campanha deste ano e fez sugestões de como Lula pode crescer nos respectivos Estados. "É preciso ser pragmático e focar na abstenção", afirmou o senador reeleito Eduardo Braga (AM). Segundo ele, é necessário, por exemplo, aumentar a divulgação do voto como prova de vida para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). "Isso tem de ser colocado nas redes e televisão, temos que atrair esses idosos a irem votar", ponderou, ao deixar o encontro.
O deputado reeleito André Janones (Rede-MG) falou da campanha nas redes. O canal de WhatsApp "Exército do Lula", criado por ele, tem sido alvo de uma disputa judicial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas se tornou uma das principais apostas de comunicação da campanha para a segunda etapa, com mais de 4,3 milhões de seguidores até a tarde desta terça.
"Precisa chamar mais atos, mais mobilizações, inclusive não dependendo só da presença do presidente Lula. Fazer mobilizações em todas as cidades, em todos os Estados, com um local de forma orgânica", sugeriu Janones.
Segundo trackings internos, a candidatura de Lula está em curva em ascensão em comparação a Flávio. Contudo, ainda é preciso focar em públicos específicos, como jovens, idosos e driblar a abstenção. Para isso, foram dadas diversas ideias, dentre elas, conciliar o Dia D da Multivacinação, voltado para atualizar a caderneta da população, com o segundo turno deste ano.
Dentre as missões dadas aos participantes, a principal é estabelecer tarefas específicas por regiões. Nesse sentido, Edinho disse que está se reunindo com liderança de todas as regiões do Brasil para analisar onde Lula pode crescer no segundo turno. Sudeste e Nordeste, por ora, são as prioridades da campanha. "Estamos regionalizando a campanha", classificou o presidente do PT.
No Sudeste, Edinho deu exemplos. Segundo ele, é preciso dialogar com a "heterogeneidade" de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil. "Mesma coisa com Rio de Janeiro: uma coisa é ação na capital, outra na baixada", disse.
Além de membros da chapa, como lideranças do PSB, PCdoB e PSOL, participaram da reunião lideranças do centrão, em maioria ex-ministros de Lula, de partidos que declararam apoio a Flávio. Chegaram juntos o senador eleito André Fufuca (PP-MA) e o deputado reeleito Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). O deputado reeleito Juscelino Filho (PSDB-MA), cujo partido declarou neutralidade, e o senador eleito Chicão Filho (União-PA), que está com Flávio, também participou.
A parte "lulista" do MDB também participou. Oficialmente neutro desde o primeiro turno, o partido passa por mais uma disputa interna entre diretórios sobre os apoios para esta etapa. Nesta tarde, dez diretórios estaduais declararam apoio a Lula e dezessete a Flávio. Na reunião, representam o partido os senadores emedebistas Jader Barbalho (PA), Marcelo Castro (PI), Renan Filho (AL) e Veneziano do Rêgo (PB) e o senador eleito Helder Barbalho (PA).
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