Skip to content
Newra News
Economy

Quem é Kassio Nunes Marques, presidente do TSE nas eleições 2026?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela organização das eleições no Brasil, é presidido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques.

Valor Econômico5 min read
Quem é Kassio Nunes Marques, presidente do TSE nas eleições 2026?

Excerpt

Eleito em abril deste ano, Nunes Marques sucedeu à ministra Cármen Lúcia, que estava no poder da Corte desde 2024, período em que ele ocupava o cargo de vice-presidente. Agora, o atual 58º presidente do TSE permanecerá na cadeira até maio de 2027.

Nunes Marques integra o STF desde 2020, quando foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No ano seguinte, o piauiense foi eleito presidente da segunda turma da Corte, que integra até hoje, apesar de não ocupar a cadeira mais alta. Já em 2023, Nunes Marques se tornou ministro efetivo do TSE, em que atuou como vice-presidente em 2024 e agora como presidente.

O piauiense é formado em direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), além de ser pós-graduado em Ciências Jurídicas pela Universidade Maranhense, mestre em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa, doutor em Administração Hacienda y Justicia pela Universidade de Salamanca, na Espanha, e pós-doutor em Direitos Humanos e Direito Constitucional pelas universidades de Salamanca e de Messina, na Itália, respectivamente.

O atual presidente do TSE atuou como advogado entre 1995 e 2011. Nestes anos, entre 2008 e 2011, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e, posteriormente, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região de 2011 a 2018. Antes de integrar a Corte do STF, Nunes Marques foi vice-presidente do TRF1 de 2018 a 2020, de acordo com o TSE.

No comando do órgão máximo da Justiça Eleitoral, o ministro exaltou a urna eletrônica, ao classificá-la como “patrimônio da democracia brasileira”. A fala veio após o candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro fazer declarações falsas sobre a ferramenta de voto brasileira.

Na última segunda-feira (17), Nunes Marques se reuniu com cerca de 100 embaixadores e representantes diplomáticos para detalhar planos de enfrentamento de deepfakes impulsionadas por inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais e o disparo em massa de desinformação estruturada, de acordo com o TSE.

Como ministro do STF, o ministro teve participação nos seguintes temas:

Afastou a aplicação da “revisão da vida toda” dos benefícios de aposentadoria;

Determinou a remessa do caso da Eletrobras à Câmara de Conciliação da Administração Federal (CCAF);

Garantiu acesso ao crédito consignado para pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros programas federais de transferência de renda;

Confirmou dispositivo da Lei de Lavagem de Dinheiro que autorizou o Ministério Público e a polícia a requisitar das empresas de telefonia dados cadastrais de pessoas investigadas, sem a necessidade de ordem judicial;

Apresentou um destaque que dificulta o aborto em gestação decorrente de estupro;

Votou pela criminalização da maconha e da diferenciação de usuário e traficante a partir de 40 gramas;

Votou a favor da tese do Marco Temporal.

André Mendonça

A vice-presidência do órgão máximo da Justiça Eleitoral é ocupada por André Mendonça, que também assumiu o cargo em abril de 2026. O doutor em direito é natural de Santos, em São Paulo, e também foi indicado ao STF por Bolsonaro, em que integra a Corte desde 2021.

Ministro André Mendonça em sessão plenária do TSE

Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Mendonça é graduado em Direito pela Instituição Toledo de Ensino (ITE) em Bauru, São Paulo, e especializado em Direito Público pela Universidade de Brasília (UnB). Além disso, ele é mestre e doutor em Direito na Universidade de Salamanca, onde também atua como professor de doutorado, segundo o TSE.

Ainda como docente, o paulista foi pesquisador e professor visitante da Universidade de Stetson, nos Estados Unidos, e leciona na graduação em Direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie de Brasília.

Nos cargos públicos, Mendonça foi diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade da Advocacia-Geral da União (AGU), corregedor-geral da AGU, assessor especial na Controladoria-Geral da União (CGU) e duas vezes advogado-geral da União, de acordo com o TSE.

Durante o governo de Bolsonaro, o advogado atuou como ministro da Justiça e Segurança Pública. Hoje, na vice-presidência, Mendonça integra o TSE desde 2024.

Como é formada a Corte do TSE?

Com o objetivo de organizar as eleições, cadastrar os eleitores, fiscalizar candidatos e partidos e contar e apurar os votos em anos eleitorais, o TSE é formado por um colegiado de sete magistrados, no mínimo, segundo o TSE.

Desse total:

Três são eleitos dentro do STF: atualmente Nunes Marques, André Mendonça e José Antonio Dias Toffoli;

Dois são eleitos dentro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ): atualmente Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva;

Dois ministros nomeados pelo presidente da República: Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.

A Constituição Federal de 1988 também prevê um substituto imediato para cada um dos sete membros efetivos do órgão. Na atual gestão, os ministros substitutos são:

STF: Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino;

STJ: Sebastião Alves dos Reis Júnior e Marco Aurélio Bellizze Oliveira;

Indicação: Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo. A outra vaga está vazia.

As regras da Corte também preveem que cada ministro é eleito para um biênio, ou seja, a cada dois anos, segundo o TSE. A reeleição consecutiva é proibida pelas regras da Casa.

*Estagiária sob supervisão de Diogo Max

Read at source

Story published by Valor Econômico. Newra News collects and organizes it; the text and the reporting are the outlet's.

Read next

Newsletter

The world does not fit in your feed. The right summary fits in your morning.

Get the Newra Daily by email: the day’s article, written from the main stories, in a single read.

One email a day. Unsubscribe whenever you want, in one click.