Flávio, Tarcísio e Nunes reúnem prefeitos e vereadores em SP para impulsionar campanha
O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, reuniu aliados políticos neste domingo (11) em São Paulo para ampliar a mobilização da campanha de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Excerpt
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), ajudaram a organizar os encontros com prefeitos e vereadores aliados na capital e região metropolitana.
Leia mais:
Flávio desembarcou em São Paulo após ter cumprido agendas no sábado (10) no Rio de Janeiro. O senador participou de uma carreata na cidade de São Gonçalo e depois teve compromissos com mulheres e com evangélicos na capital fluminense. Lula também teve ato de campanha na capital paulista neste domingo, com participação em uma caminhada ao lado de apoiadores na avenida Paulista.
Na primeira parte da agenda, ao discursar para os prefeitos, o candidato do PL fez uma série de críticas a Lula, voltou a negar cortes em programas sociais e acusou a campanha rival de espalhar mentiras. Flávio disse que o cenário está favorável à sua vitória, mas recomendou aos correligionários que permaneçam mobilizados, tentem conquistar mais votos e estimulem o comparecimento às urnas no dia 25, para reduzir a abstenção.
"O cenário está muito favorável e, principalmente por isso, a gente não pode baixar a guarda, não pode relaxar, não pode nunca botar salto alto", afirmou ele, que ficou à frente de Lula no primeiro turno. Um dos objetivos, segundo ele, deve ser atrair "votos que estão flutuando", de eleitores que escolheram no primeiro turno candidatos como Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) — os três declararam apoio a Flávio no segundo turno.
O presidenciável fez uma referência indireta ao canal "Exército do Lula", que foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) como auxílio à estratégia digital de Lula e acabou suspenso neste domingo. A decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha do PL.
"Espero, de verdade, que a Justiça Eleitoral continue, seja mais ágil inclusive, porque os caras criaram até um canal de divulgação de mentiras em massa", disse Flávio, sem citar a decisão de Nunes Marques. "A gente está pleiteando isso [suspensão], porque é um absurdo."
O senador afirmou que uma das estratégias da candidatura adversária é enganar os eleitores e negou a extinção do programa Bolsa Família e o fim do reajuste do salário mínimo. "Causa revolta a quantidade de mentiras que eles estão inventando. Ninguém vai tocar nos programas sociais. Eu vou só melhorar os programas sociais. Quero que as pessoas prosperem", disse. "A gente não pode perder para um governo mentiroso como esse [de Lula]."
Flávio diz que sofreu 'pré-julgamento' por pedido de dinheiro a Vorcaro para filme sobre Bolsonaro
Tarcísio e Nunes também falaram aos aliados sobre o volume de fake news neste segundo turno e atribuíram os ataques à campanha do PT. O governador disse ser mentira que Flávio vá acabar com o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). "As pessoas são humildes e às vezes embarcam nas fake news. Nunca vi tanta mentira. Está valendo tudo para se manter no poder", afirmou Tarcísio.
O governador cobrou engajamento dos correligionários nas redes sociais e nas ruas. Ele enfatizou a necessidade de fixar o número correto de urna de Flávio, dizendo que no primeiro turno 231 mil eleitores paulistas votaram 10 para presidente, confundindo o número do PL com o do Republicanos.
Os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), o vice-governador eleito Felicio Ramuth (MDB), além de deputados com mandato e eleitos, também estiveram na reunião e estimularam a mobilização pela eleição de Flávio. Uma das mensagens dos eleitos em São Paulo para defender a vitória do senador é que o alinhamento do governo federal com as autoridades locais será benéfico para a população.
Flávio diz que Lula é o motivo de brasileiro estar endividado
Flávio se esquivou de responder diretamente a um questionamento feito por Lula no dia anterior, quando o presidente perguntou onde o rival fará enxugamento nos gastos públicos e afirmou que os políticos representantes da "elite brasileira" nunca cortam "dos ricos", mas "sempre cortam dos pobres".
"Ontem, o futuro ex-presidente da República me desafiou. A primeira coisa é tirar esse cara da Presidência da República, porque ele é o problema do Brasil, ele é o problema de o brasileiro estar endividado", declarou Flávio, citando o movimento de queda dos juros futuros após o resultado do primeiro turno, lido por agentes do mercado como sinalização de eventual alternância de poder e mudança na política econômica.
Flávio também disse que, caso eleito, pretende trabalhar já na fase de transição de governo pela aprovação de pautas de seu interesse no Congresso, cuja configuração estará mais à direita do que é hoje, a partir de 2027. O senador falou em "usar a força do presidente da República recém-eleito" para avançar em sua agenda.
Segundo ele, algumas das propostas que quer priorizar são aumentar a pena para autores de roubos de celulares e classificar facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. "Hoje tem um presidente da República que protege esses merdas, [...] que compactua com essas pragas", disse, em alusão a membros de facções que controlam territórios e impõem medo a cidadãos.
Story published by Valor Econômico. Newra News collects and organizes it; the text and the reporting are the outlet's.
Read next

Bolsas de Ásia e Pacífico fecham mistas após plano de Trump de comprar diesel russo

Bolsas da Europa avançam com impulso de bancos e balanços no radar

Após cisão de saúde, Bradseg quer crescer em seguros com rentabilidade, diz CEO

Alto Tietê tem mais de 4,7 mil vagas de emprego nesta segunda-feira; veja lista
Newsletter
The world does not fit in your feed. The right summary fits in your morning.
Get the Newra Daily by email: the day’s article, written from the main stories, in a single read.