Flávio diz que Jair Bolsonaro vai estar em sua posse e passar a faixa presidencial
O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse que seu pai, Jair Bolsonaro, vai estar presente à posse dele e passar a faixa presidencial.

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Em motociata e caminhada em São Gonçalo, Flávio prometeu a eleitores que vai reduzir a maioridade penal e que fará "muitas entregas na cidade, berço eleitoral de Douglas Ruas, considerado eleito no primeiro turno para o governo do Rio.
A motociata partiu da prefeitura de São Gonçalo e seguiu por cerca de 10 quilômetros até o centro comercial do bairro de Alcântara. Acompanhado de Douglas Ruas e do prefeito do município, Capitão Nelson, Flavio disse que a vitória é certa no dia 25 de outubro.
Ao som de vários funks cujas letras citavam derrotar o PT e a esquerda, o candidato disse que o atual governo do seu oponente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atingiu vários recordes negativos, como o de endividamento da população, de carga de impostos e de indústrias quebradas.
"Vamos tirar o PT do poder", afirmou. Ele disse também que "os mesmos que tentaram calar Jair Bolsonaro são os mesmos que estão colocando Flávio Bolsonaro na cadeira de presidente". E acrescentou: " E eles virão com a gente."
Flavio prometeu reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, uma vez que se jovens podem votar, também podem pagar pelos crimes que cometem "como gente grande".
Disse ainda que vai declarar guerra ao narcotráfico e que subirá a rampa do Planalto com Jair Bolsonaro para fazer uma oração e receber a faixa do pai.
A fala do candidato ocorreu dias após Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizar que poderá conceder uma liminar para dar liberdade a Jair ainda este ano, mas após o segundo turno.
Antes de Flávio, Douglas Ruas disse que "vencemos as eleições no primeiro turno" e que irá às ruas todos os dias em campanha em favor do presidenciável do PL até o dia 25 de outubro, dia da votação pelo segundo turno.
Milhares de pessoas se concentraram na frente da prefeitura de São Gonçalo e em motos e carros seguiram o cortejo. Antes de partir, carros de som tocavam músicas ao ritmo de funk com dizeres como "vamos varrer à esquerda", "quem não dançar [a música pró-direita é petista disfarçado" e chamando Lula de "bandido".
No momento em que Flávio começou a discursar, várias pessoas entoaram um canto, segundo o qual Lula seria "ladrão " e que o lugar dele seria a prisão. Flávio não falou com a imprensa e seguiu para o bairro da Barra da Tijuca, onde tem agenda com lideranças femininas do PL.
Centenário das Assembleias de Deus
Às 15h30, Flávio chegou no Maracanãzinho, zona norte do Rio, para participar do centenário das Assembleias de Deus do Ministério Madureira. Segundo a agenda do dia, foi o último compromisso da campanha.
Flávio foi recebido pelo deputado federal Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ). Ele estava acompanhado do governador eleito do Rio, Douglas Ruas. Flávio não falou com a imprensa, que não pôde entrar no evento e aguardou a chegada do candidato na entrada do portão reservado às autoridades e convidados.
O evento reuniu milhares de evangélicos, e nas redondezas do Maracanazinho foram vistas poucas bandeiras e poucos cabos eleitorais do candidato.
Divulgação
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