Skip to content
Newra News
Economy

Deputado eleito e ex-secretário de Polícia Civil do RJ são presos em operação da PF

O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito do município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio, e o ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Amin, foram presos na manhã desta quinta-feira (15) pela Polícia Federal (PF), segundo o…

Valor Econômico4 min read
Deputado eleito e ex-secretário de Polícia Civil do RJ são presos em operação da PF

Excerpt

O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito do município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio, e o ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Amin, foram presos na manhã desta quinta-feira (15) pela Polícia Federal (PF), segundo o jornal “Bom dia Rio” da TV Globo.

A PF confirmou operação e informou que suposto esquema criminoso, alvo de ação, teria movimentado mais de R$ 7 bilhões em lavagem de dinheiro, com uso de mais de 100 empresas de fachada. Não informou ainda, no entanto, os nomes dos alvos.

Segundo apuração da TV Globo, Canella e Amin foram presos em oitava fase da operação “Unha e Carne”, que apura a ligação de agentes públicos, políticos e autoridades com o crime organizado, lavagem de dinheiro, corrupção e facções criminosas.

Canella já tinha sido preso em julho, em outra operação da PF, quando foi um fuzil com suspeita de ser de sua posse foi econtrado. Ele foi solto, dias depois, por alegar que o armamento pertencia a seu segurança, segundo detalhou a emissora.

Em imagens veiculadas pela Globo, é possível ver a imagem de Canella saindo de sua residência, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, com um guarda-chuva, a entrando em viatura com símbolo da PF. A TV Globo informou ainda que Amin teria sido preso no município de Niterói, Região Metropolitana do Rio.

Márcio Canella (União Brasil) foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro pelo quarto mandato consecutivo, nas eleições 2026, com 197.178 votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos no Estado. Segundo apuração da TV Globo, foi segundo deputado mais votado no Estado.

A PF afirma que a operação visa desarticular organização criminosa armada suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro. Além disso, segundo a corporação, o grupo investigado na operação desra quinta-feira conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.

Os policiais federais cumprem seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo, detalhou a PF, em informe, a Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados, disse ainda a Polícia.

A PF afirma ainda que a Justiça determinou sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa, segundo apuração policial.

O suposto esquema, conforme os investigadores, teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) enviado à Polícia Federal.

Caso seja comprovada culpa pela Justiça, além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações, detalhou a PF.

A PF diz que ação desta manhã se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635 e foi o tema da reunião realizada no último dia 6 de outubro, entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF).

O Valor não conseguiu, até o momento, posicionamento da defesa dos citados. O espaço continua aberto para manifestação.

Read at source

Story published by Valor Econômico. Newra News collects and organizes it; the text and the reporting are the outlet's.

Read next

Newsletter

The world does not fit in your feed. The right summary fits in your morning.

Get the Newra Daily by email: the day’s article, written from the main stories, in a single read.

One email a day. Unsubscribe whenever you want, in one click.