Skip to content
Newra News
Economy

Associações de mídia apontam intervenção judicial e lamentam cancelamento de debate

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) emitiram nota em que se solidarizam com a TV Globo após o cancelamento do debate entre candidatos à Presidência da República, marcado para a noite desta…

Valor Econômico3 min read
Associações de mídia apontam intervenção judicial e lamentam cancelamento de debate

Excerpt

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) emitiram nota em que se solidarizam com a TV Globo após o cancelamento do debate entre candidatos à Presidência da República, marcado para a noite desta quinta-feira (1º).

No texto, as entidades "manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno". A decisão ocorreu após duas decisões da Justiça que alteram as regras previamente acordadas com as campanhas dos presidenciáveis.

Leia mais:

Editorial: Sem liberdade não há debate

"As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos", diz a nota da Abert, ANJ e Aner.

"Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate", afirmaram as associações.

O cancelamento foi feito menos de uma hora antes do início previsto do debate. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), líderes nas pesquisas de intenção de voto, já tinham anunciado que não participariam. Ao justificar a decisão, a emissora citou as decisões dos ministros Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomadas horas antes do debate.

Gilmar Mendes determinou a inclusão no debate do candidato Renan Santos (Missão), que não estava previsto entre os participantes. Já a ministra Estela Aranha anulou uma das regras do debate, assinadas por todas as campanhas dos candidatos convidados, e decidiu que a TV Globo não poderia exibir a cadeira vazia de Lula e que os demais candidatos não poderiam fazer perguntas direcionadas ao petista, que havia comunicado que não iria.

A legislação eleitoral determina que as emissoras de rádio e televisão são obrigadas a convidar apenas os candidatos de partidos, federações ou coligações que tenham pelo menos cinco parlamentares (soma de deputados federais e senadores) no Congresso Nacional. O Missão tem apenas um deputado federal, Kim Kataguiri (SP).

O Novo, de Romeu Zema, também não atende o requisito, mas a candidatura conseguiu uma decisão favorável do ministro Kassio Nunes Marques, para participar. O convite a partidos e coligações que não atendem a esse requisito, em geral, fica a cargo das emissoras. Estavam previstos, inicialmente, apenas Lula, Flávio, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

01/10/2026 22:48:42

Read at source

Story published by Valor Econômico. Newra News collects and organizes it; the text and the reporting are the outlet's.

Read next

Newsletter

The world does not fit in your feed. The right summary fits in your morning.

Get the Newra Daily by email: the day’s article, written from the main stories, in a single read.

One email a day. Unsubscribe whenever you want, in one click.