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Ato da campanha de Lula em SP tenta manter militância mobilizada e busca quem não votou no primeiro turno

Ex-ministro Fernando Haddad discursa em ato de apoio a Lula no Largo da Batata, na capital paulista

Valor Econômico5 min read
Ato da campanha de Lula em SP tenta manter militância mobilizada e busca quem não votou no primeiro turno

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Cristiane Agostine/Valor

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca manter a militância mobilizada em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a doze dias do segundo turno. Nesta terça-feira (13), aliados do presidente fazem o “ato da virada” no Largo da Batata, na capital paulista, com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e destacam a votação do fim da escala 6x1, prevista para amanhã, no Senado.

Sem a presença de Lula no evento, deputados estaduais e federais de partidos de esquerda, lideranças de movimentos sociais e artistas pediram à militância para buscarem os eleitores que não votaram no primeiro turno e para não “pregarem para convertido”. “Precisamos virar voto”, disse o deputado estadual Emídio de Souza (PT). “É preciso conversar com quem tem mais de 70 anos e não foi votar, com quem desistiu de votar. Precisamos levar esse povo para votar para ganhar a eleição”, disse o deputado federal Carlos Zarattini (PT).

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Parlamentares destacaram o fim da jornada 6x1, que deve ser votada amanhã no Senado, e é uma das bandeiras de Lula. Deputados ironizaram ainda Flávio Bolsonaro, que, após uma série de declarações críticas à proposta, disse nesta manhã que votará a favor da PEC.

No palco, entre os presentes estão as ex-senadoras e ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que perderam a disputa pelo Senado, e o ex-ministro e ex-prefeito Fernando Haddad (PT), derrotado na eleição estadual e atual coordenador da campanha de Lula em São Paulo.

Um vídeo da cantora Anitta foi exibido defendendo o fim da jornada 6x1.

Presidente do PT estadual de São Paulo, o deputado Kiko Celeguim minimizou os apoios políticos recebidos por Flávio e disse que o apoio a Lula vem das ruas. “No dia da eleição não é partido político que ganha, não é estrutura midiática, não é apoio empresarial. É ação individual de cada um”, afirmou.

Deputada federal, Erika Hilton (Psol) disse que os aliados de Flávio articularam para derrotar o fim da jornada 6x1. “Se a gente quer de fato o fim da escala 6x1, temos que virar voto”, disse. A parlamentar criticou a campanha de Flávio pelo clima de “já ganhou”. “Eles vão perder pela arrogância. Vamos derrotar o bolsonarismo no segundo turno das eleições”, afirmou, associando Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Marina Silva disse que Flávio e aliados são contra o fim da escala 6x1. “Quem legitimamente defende essa bandeira somos nós, não eles”, disse a ex-ministra. “Nós fizemos ele [Flávio] recuar”, afirmou.

Ao defender a reeleição de Lula, Haddad disse que o presidente tem liderança internacional e criticou Flávio. O ex-ministro associou a imagem do candidato do PL ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao escândalo do Banco Master. “A primeira coisa que vai acontecer [se Flávio vencer] é a maior pizza da história da República, com Vorcaro na cabeceira”, disse.

Durante o evento, uma equipe da Jovem Pan, que fazia a cobertura, foi hostilizada pelos militantes, que tentaram impedir o trabalho do repórter e jogaram gelo, garrafa pet e bolinha de papel nos profissionais da emissora.

Vídeo: Equipe da Jovem Pan é hostilizada

Imagens: Cristiane Agostine/Valor

A organização do ato repudiou, em nome do PT e dos partidos federados, os atos promovidos por alguns contra a equipe da Jovem Pan. "Atitudes que cerceiam a liberdade de imprensa são inaceitáveis e não podem ser toleradas. Nosso ato é pacífico, democrático e em defesa de direitos. A postura de alguns participantes - que não tinham relação direta com a militância partidária - não representa esses princípios e não tem lugar em uma mobilização que valoriza a democracia, o respeito e a liberdade de expressão", afirmaram os organizadores.

Minutos após o ocorrido, o ex-ministro Fernando Haddad ligou para o jornalista da emissora para se solidarizar, assim como fez pessoalmente o presidente do PT, Kiko Celeguim, e o coordenador Marco Aurélio Carvalho. "Reafirmamos nossa solidariedade aos profissionais envolvidos e nosso compromisso com a liberdade de imprensa", disseram os organizadores, em nota.

Disputa por São Paulo

No domingo (11), Lula esteve na capital, em um ato na avenida Paulista. O presidente deve voltar a São Paulo no domingo, para participar do debate da TV Band, e para mais uma agenda de rua na próxima semana.

Lula e Flávio tentam ampliar a votação em São Paulo no segundo turno. O senador venceu no Estado, com apoio do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), e recebeu 51,93% dos votos ante 38,20% do petista, mas o presidente ganhou na capital paulista com 46,58% a 42,13% do senador.

Fernando Haddad em ato da campanha de Lula, no Largo da Batata, em SP

Diogo Zacarias

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