Skip to content
Newra News
Politics

Polarização entre os maiores candidatos e reforço de alianças nacionais: como foi a campanha eleitoral pelo governo da Bahia

Candidatos ao governo da Bahia foram entrevistados pelo BMD de 14 a 19 de setembro

G16 min read
Polarização entre os maiores candidatos e reforço de alianças nacionais: como foi a campanha eleitoral pelo governo da Bahia

Excerpt

Reprodução/TV Bahia | Arte g1

Promessas de campanha, cobranças, polarização entre os dois maiores candidatos na disputa e o reforço de alianças nacionais foram os destaques da campanha pelo governo da Bahia neste ano. O primeiro turno das eleições acontece neste domingo (4), com ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) à frente da disputa.

Além do ex-prefeito de Salvador e do atual governador, que busca a reeleição, Ronaldo Mansur (PSOL), Aroldo Félix (Unidade Popular), Ariel Capistrano (DC) e Maria Bona (PCO) concorrem ao posto de chefe do Executivo estadual. Os eleitores deverão ainda votar para presidente, senador (dois nomes), deputado federal e deputado estadual.

Desde agosto, quando o período oficial de campanha começou, os candidatos buscam reforçar suas diferenças por meio das associações com os candidatos à Presidência.

📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia

De um lado, Jerônimo reforça que é o candidato do "time de Lula", em referência à aliança partidária com o atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha do governador também busca associar Neto, seu principal adversário, à família Bolsonaro.

Já o ex-prefeito de Salvador repete, em sua campanha, que teve gestões bem sucedidas em paralelo à atuação de diferentes presidentes. Publicamente, ele declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás que agora concorre à Presidência.

Violência e saúde centro do debate

Agora no g1

Assuntos como acesso à educação, infraestrutura e transporte público foram abordados nos discursos dos candidatos ao governo do estado. Entretanto, conforme a última pesquisa realizada pela Quaest, divulgada no dia 24 de setembro, os eleitores apontam que questões ligadas à violência (40%) e saúde (34%) são os principais problemas do estado.

Esse cenário se refletiu nas falas públicas dos candidatos, que enfatizaram propostas para essas áreas. Os dois temas dominaram as discussões durante a corrida eleitoral e pautaram a maioria das peças de campanha dos postulantes ao cargo de governador.

No âmbito da segurança pública, o avanço das facções criminosas na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e a presença de cinco municípios da Bahia na lista das dez cidades mais violentas do Brasil estão entre as problemáticas mais abordadas.

O candidato ACM Neto, que, segundo as pesquisas de intenção de voto, está tecnicamente empatado com Jerônimo Rodrigues, usou esses pontos para atacar o rival em entrevistas. Ele apresentou propostas, como a implementação de uma "Governadoria da Segurança", por meio da qual monitoraria, pessoalmente, as ações das forças de segurança no estado.

Por sua vez, Jerônimo Rodrigues não participou de debates e enfatizou sua relação com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, durante atos de campanha. Partindo de propostas de continuidade, o candidato enfatizou planos de fortalecimento do efetivo policial com a contratação de novos profissionais e concursos como uma alternativa para solução de problemas ligados à segurança pública.

Urna eletrônica

Reprodução/TV Globo

No quesito saúde, os destaques foram a fila da regulação para procedimentos médicos em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e o fornecimento de atendimento especializado em cidades do interior da Bahia. As problemáticas também foram espaço de disputa narrativa entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, que apresentaram diferentes perspectivas para lidar com a situação. Ambos se apoiaram em uma abordagem regional para abordar o tema, destacando as dificuldades que moradores de cidades do interior têm em acessar procedimentos especializados de saúde.

O candidato do União Brasil defendeu o chamado "PIX Saúde", que defende a compra de leitos para o desafogamento da demanda em unidades do SUS, como uma solução. Já Jerônimo prometeu a expansão da infraestrutura hospitalar no estado, com a ampliação descentralizada das unidades de saúde na Bahia.

Distantes da dicotomia política protagonizada por ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, Ronaldo Mansur (PSOL), Aroldo Félix (Unidade Popular), Ariel Capistrano (DC) e Maria Bona (PCO) utilizaram brechas para discutir temas ligados à educação e políticas econômicas.

Mansur sugeriu o fim gradual do regime de contratos temporários (Reda), defendeu a realização contínua de concursos para professores e a promoção de uma reforma agrária para lidar com os conflitos por terra que acontecem nas regiões sul e extremo sul do estado. A valorização da carreira de educador também esteve presente nas falas públicas de Aroldo Félix, que chegou a defender, em entrevista na Central de Eleições da TV Bahia, a contratação de mais professores.

O investimento na qualificação profissional e a criação de oportunidades de acesso ao primeiro emprego foi trabalhado pelo candidato Ariel Capistrano durante entrevista à TV Bahia. Já Maria Bona defendeu a gestão coletiva de instituições de ensino no estado, enfatizando uma gestão transparente de recursos públicos.

Atos de campanha no interior do estado

A força do eleitorado das cidades do interior do estado pautou as agendas políticas dos candidatos ao governo do estado durante a trajetória eleitoral até o primeiro turno das eleições. A fim de reunir apoiadores, muitos realizaram atos de campanha e comícios em municípios do interior.

No caso da campanha de ACM Neto, por exemplo, as regiões oeste e sudoeste do estado foram muito visitadas. O candidato deu ênfase aos problemas estruturais na saúde pública e infraestrutura nas regiões desde o início de sua agenda eleitoral, começando a campanha eleitoral na cidade de Carinhanha.

Jerônimo Rodrigues realizou seu primeiro ato de campanha em Salvador, mas também participou de caminhadas e comícios em cidades do interior do estado. Em seus discursos, o candidato também deu destaque a ações que pretende realizar nos municípios do oeste da Bahia.

Já os candidatos Ronaldo Mansur (PSOL), Aroldo Félix (Unidade Popular) e Ariel Capistrano (DC) concentraram os atos de campanha em Salvador, fazendo poucas movimentações para cidades longe da região metropolitana.

Na maior parte do tempo, a candidata Maria Bona (PCO) realizou atos de campanha na cidade de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, onde vive. Em entrevista à TV Bahia, ela chegou a ser questionada sobre planos para expandir as ações de campanha e destacou que o partido enfrenta dificuldades financeiras.

LEIA TAMBÉM:

Ônibus intermunicipais, ferry boat e lanchinhas: Transportes da Bahia serão gratuitos nas Eleições 2026

Transporte público será gratuito em Feira de Santana no 1º turno das Eleições 2026

Trajetória política: conheça os 10 candidatos ao cargo de Senador pela Bahia

Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.

Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Read at source

Story published by G1. Newra News collects and organizes it; the text and the reporting are the outlet's.

Read next

Newsletter

The world does not fit in your feed. The right summary fits in your morning.

Get the Newra Daily by email: the day’s article, written from the main stories, in a single read.

One email a day. Unsubscribe whenever you want, in one click.