Em ato na Paulista, Lula diz que país não pode perder a democracia 'por pior que ela seja'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, afirmou neste domingo (11) que o Brasil não pode perder a democracia “por pior que ela seja”.

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Durante discurso em ato na avenida Paulista, ele defendeu a participação popular na política e pediu aos apoiadores que convençam idosos a votar no dia 25 de outubro.
“Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto”, afirmou Lula, ao destacar a presença de jovens na manifestação. Segundo o presidente, a mobilização representa uma lição de participação política e mostra que a população quer ter voz nas decisões do governo.
“Nesta campanha, a voz que mais ouvi é que a gente não quer só comida, quer cultura, quer cinema, quer estudar, quer emprego de verdade, quer liberdade, democracia. Quer participar das decisões do governo”, declarou.
Ao relembrar o início de sua carreira no movimento sindical e a criação do PT, destacou que a construção de projetos políticos demanda esforço, enquanto a destruição é mais simples. “Construir algo é muito difícil, mas destruir é simples. Construir são poucos que fazem”, declarou.
O presidente também criticou a atuação da família Bolsonaro e lembrou da pandemia de covid-19, citando a falta de oxigênio nos hospitais e a postura do ex-presidente em relação à ciência e às vacinas. “Vocês sabem o que é o presidente rir de pessoas morrendo asfixiadas por causa de oxigênio, vocês sabem quantas pessoas foram enterradas em sacos pretos. Porque tivemos um presidente irresponsável que duvidou da ciência, que duvidou da vacina”, disse.
Lula afirmou ainda que o próximo mandato deverá ser marcado por uma “revolução tecnológica”, com investimentos na formação de profissionais, e defendeu a ampliação do acesso ao ensino superior e a criação de oportunidades de emprego para quem concluiu os estudos. “E não é apenas o diploma, é diploma carregado de emprego de qualidade”, afirmou.
Ao fim do discurso, Lula chamou a atenção para o número de pessoas que não compareceram às urnas e defendeu que os apoiadores dialoguem com idosos para ampliar a participação política. “60 anos ou 70 anos não transformam a pessoa em inútil. Se a pessoa não quer votar por ele, ele tem filho, tem neto, tem bisneto e tem a Pátria dele pra cuidar, pra não permitir que os bandidos voltem a governar esse país.”
Manifestantes participam de ato ”Lula em São Paulo, O Brasil Pronto Pra Mais” na Avenida Paulista, neste domingo (11)
Ricardo Stuckert
Story published by Valor Econômico. Newra News collects and organizes it; the text and the reporting are the outlet's.
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