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Inteligência Artificial e Relações Internacionais: veja como serão os novos cursos da Unicamp

Novos cursos e overbooking: Unicamp divulga novidades no Vestibular 2027

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Inteligência Artificial e Relações Internacionais: veja como serão os novos cursos da Unicamp

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A Unicamp estreia dois cursos de graduação no Vestibular 2027: Inteligência Artificial e Ciência de Dados e Relações Internacionais, ambos oferecidos no campus de Limeira (SP).

Com propostas interdisciplinares, as novas graduações foram estruturadas para formar profissionais capazes de lidar com desafios contemporâneos em diferentes setores da sociedade.

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Enquanto o primeiro curso combina conhecimentos de matemática, estatística e computação para desenvolver soluções baseadas em dados, o segundo reúne áreas como ciência política, economia e direito para analisar as relações entre países, empresas e organizações.

A criação das graduações é a principal novidade do processo seletivo para 2027, cuja primeira fase está marcada para o dia 18 de outubro. A seguir, o g1 apresenta um raio-x dos dois cursos, com detalhes sobre o que os estudantes vão aprender, como será a formação e possibilidades de atuação.

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Inteligência Artificial e Ciência de Dados: da programação à criação de sistemas inteligentes

Oferecido em conjunto pela Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) e pela Faculdade de Tecnologia (FT), o bacharelado em Inteligência Artificial e Ciência de Dados tem como objetivo formar profissionais capazes de transformar dados em conhecimento, apoiar decisões e desenvolver soluções para problemas complexos.

A proposta vai além do uso de ferramentas prontas de inteligência artificial. Os estudantes terão uma formação voltada à compreensão dos algoritmos e modelos que sustentam essas tecnologias, à análise de diferentes tipos de dados e ao desenvolvimento de sistemas inteligentes.

De acordo com a Unicamp, o curso também aborda os impactos do uso da inteligência artificial, com discussões sobre ética, privacidade, vieses e responsabilidade. A ideia é preparar profissionais que não apenas desenvolvam tecnologias, mas também sejam capazes de avaliar suas possibilidades e consequências.

O que se aprende no curso?

A grade curricular combina fundamentos teóricos e aplicações práticas. Entre os conteúdos previstos estão:

Matemática e estatística: fundamentos para compreender modelos, probabilidades e métodos de análise de dados.

Computação e programação: desenvolvimento de sistemas, estruturas de dados e bancos de dados.

Aprendizado de máquina: criação e avaliação de modelos capazes de identificar padrões e realizar previsões a partir de dados.

Aprendizado profundo e inteligência artificial generativa: estudo de técnicas que permitem desenvolver sistemas mais complexos, incluindo aplicações de IA generativa.

Processamento de linguagem natural e visão computacional: métodos para que sistemas trabalhem com linguagem humana e informações visuais.

Engenharia de dados e processamento de dados massivos: organização e tratamento de grandes volumes de informações.

Inteligência artificial responsável: análise dos aspectos éticos e dos impactos das tecnologias.

A formação conta com Projetos Integradores, que serão desenvolvidos ao longo do curso. Neles, os estudantes aplicam os conhecimentos adquiridos a problemas reais, em contato com diferentes áreas e organizações.

Nos dois últimos semestres, também será possível aprofundar os estudos em uma de três ênfases:

Cidades Inteligentes e Sustentáveis;

Administração Pública e Governo Digital;

Saúde e Esporte de Alto Rendimento.

Estágio supervisionado e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) completam a graduação.

Onde o profissional pode atuar?

O bacharel poderá atuar no desenvolvimento e na aplicação de soluções baseadas em dados e inteligência artificial, em atividades como análise de grandes volumes de informações, criação de modelos de aprendizado de máquina, automação de processos e desenvolvimento de ferramentas para apoiar decisões.

As possibilidades de atuação incluem:

empresas de tecnologia, startups e consultorias;

indústrias e instituições financeiras;

hospitais e organizações de saúde;

órgãos públicos;

agronegócio, comércio e logística;

empresas de serviços;

centros de pesquisa e organizações do terceiro setor.

A formação também prepara o egresso para atuar em pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, além de permitir a continuidade dos estudos em programas de pós-graduação no Brasil e no exterior.

Campus da Unicamp, em Limeira

Antoninho Perri/Unicamp

Relações Internacionais: entender o mundo e conectar desafios globais à realidade local

O bacharelado em Relações Internacionais será oferecido pela Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA), também no campus de Limeira. A graduação busca formar profissionais capazes de compreender as dinâmicas políticas, econômicas e sociais que conectam países, empresas e instituições.

A proposta considera um cenário internacional marcado por disputas entre potências, mudanças nas cadeias produtivas, fluxos migratórios e desafios de segurança global. Também leva em conta a presença de multinacionais, polos industriais e centros de inovação no eixo Limeira–Piracicaba–Campinas.

A área reúne conhecimentos de diferentes campos, como ciência política, economia, direito, geopolítica e negócios internacionais. Essa combinação permite estudar desde a diplomacia e a cooperação entre países até o comércio exterior e os impactos das tecnologias digitais nas relações entre governos, mercados e sociedades.

O que se aprende no curso?

A interdisciplinaridade é um dos princípios da formação. A grade curricular contempla temas fundamentais das Relações Internacionais, entre eles:

Teoria das relações internacionais: estudo dos conceitos e das abordagens que ajudam a compreender as relações entre países e outros atores globais.

Política externa comparada: análise das estratégias adotadas por diferentes países em suas relações com o exterior.

Economia política internacional: compreensão das conexões entre poder, economia e disputas globais.

Direito internacional público e privado: estudo das normas que orientam relações e acordos que ultrapassam fronteiras nacionais.

Diplomacia e negociação: desenvolvimento de conhecimentos para a mediação de interesses e a construção de acordos.

Segurança internacional: análise de conflitos, ameaças e novas agendas de segurança.

Integração regional, comércio exterior e governança global: estudo das relações econômicas e institucionais entre países.

A formação também aborda questões contemporâneas, como os limites do multilateralismo, as disputas geopolíticas por recursos estratégicos, as transformações nos regimes de comércio e os efeitos das tecnologias digitais nas relações internacionais.

A partir do quinto semestre, os estudantes passam a participar do Laboratório de Pesquisas em Relações Internacionais, que integra ensino, pesquisa e extensão. A proposta é aproximar as agendas locais e regionais das dinâmicas globais, por meio de projetos e atividades práticas.

Simulações de organismos multilaterais, projetos de extensão e parcerias com atores governamentais, empresariais e da sociedade civil também fazem parte da graduação.

Onde o profissional pode atuar?

O internacionalista poderá atuar em áreas ligadas à diplomacia, ao comércio exterior, às negociações internacionais e às relações institucionais.

Entre os campos de atuação estão:

órgãos governamentais e organismos multilaterais;

empresas multinacionais e exportadoras;

câmaras de comércio;

consultorias em relações governamentais e análise de risco político;

organizações não governamentais (ONGs);

institutos de pesquisa e think tanks;

empresas com presença ou planos de expansão internacional.

Na prática, o profissional poderá elaborar análises estratégicas sobre cenários globais, gerir projetos e negócios internacionais, estruturar iniciativas de cooperação e captação de recursos junto a organismos internacionais e articular interesses locais em ambientes internacionais.

A formação ainda oferece base para quem pretende seguir carreira acadêmica e ingressar em programas de pós-graduação no Brasil ou no exterior.

Como consultar a grade curricular?

Os candidatos interessados em conhecer os detalhes das duas graduações podem consultar o Catálogo de Graduação da Unicamp, disponível no site da Diretoria Acadêmica (DAC), e os respectivos projetos pedagógicos. Os documentos apresentam a estrutura completa dos cursos e permitem conhecer as disciplinas e a organização da formação ao longo dos semestres.

Vestibular da Unicamp

O Vestibular 2027 da Unicamp recebeu 58.431 inscrições para 2.523 vagas, distribuídas em 70 cursos de graduação.

O número de candidatos é 5,2% menor em relação ao ano anterior e o mais baixo registrado em uma década, segundo a Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest).

As provas serão realizadas no período da manhã, com início às 9h. A primeira fase está marcada para outubro, enquanto a segunda será aplicada em novembro. Confira o calendário:

1ª fase: 18 de outubro de 2026

2ª fase: 29 e 30 de novembro de 2026

Provas de habilidades específicas: de 2 a 4 de dezembro de 2026

Divulgação da 1ª chamada: 25 de janeiro de 2027

Matrícula da 1ª chamada: 26 e 27 de janeiro de 2027

Divulgação da 2ª chamada: 1º de fevereiro de 2027

Matrícula da 2ª chamada: 2 e 3 de fevereiro de 2027

Divulgação da 3ª chamada: 11 de fevereiro de 2027

Matrícula da 3ª chamada: 12 de fevereiro de 2027

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