Alcolumbre pauta discussão do fim da escala 6x1 no plenário para a próxima semana
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) que coloca fim à escala de trabalho 6x1 para a próxima semana, no plenário da Casa.

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Sem a aprovação de um requerimento para acelerar o rito de tramitação dela, contudo, a votação do texto deve ficar para depois do segundo turno das eleições.
A Casa irá realizar, entre os dias 6 e 8 deste mês, um esforço concentrado para viabilizar a votação de matérias legislativas entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Depois, os trabalhos do Congresso devem ser retomados normalmente em novembro.
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Em nota, a presidência da Casa disse que o "tema, de ampla relevância para a sociedade brasileira, será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas". "O Senado reafirma seu compromisso com o diálogo e com a construção de soluções que considerem os trabalhadores, o setor produtivo e o desenvolvimento econômico e social do país", diz a nota.
Em uma sinalização para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, Alcolumbre pautou a PEC do fim da 6x1 em plenário para que, neste período, sejam realizadas três sessões de discussão da proposta. Para ser votada em primeiro turno, uma PEC precisa passar por cinco sessões de discussão. Se aprovada nesta etapa, ela ainda precisa ser submetida a um segundo turno de deliberação.
Por causa desse rito, a proposta não deve ser votada pelos senadores antes do segundo turno das eleições, como gostariam os aliados de Lula. Para acelerar essa apreciação, os parlamentares poderiam aprovar um requerimento para romper com o rito previsto no regimento interno do Senado, mas Alcolumbre já disse a pessoas próximas que deve cumprir todas as cinco sessões de discussão antes da votação da PEC em primeiro turno.
Senadores da oposição afirmam que haviam acordado com o presidente do Senado a votação da PEC somente após o fim da disputa presidencial, e veem o avanço da tramitação da matéria como um aceno para auxiliar na reeleição do petista, que está tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no segundo turno.
Nos últimos meses, Lula e Alcolumbre se reaproximaram após rusgas geradas pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Como mostrou o Valor, essa volta do diálogo entre os dois também envolve um apoio da base do governo à reeleição do amapaense na presidência da Casa, deliberação que acontecerá em fevereiro de 2027.
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